Operação Curió Legal: Polícia Federal prende 9 pessoas em flagrante no Maranhão

Publicado em

A Polícia Federal (PF), com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou nesse domingo (13) a Operação Curió Legal, na Região Metropolitana de São Luís, em que prendeu 9 pessoas em flagrante, além de apreender 62 aves, 3 armas de fogo, munição – sendo 1,75 mil projéteis de pistola 9 mm e 101 de fuzil 556 – e 2 caixas acústicas usadas para treinamento, de modo cruel, de pássaros cantores.

62 aves foram apreendidas pela Operação Curió Legal, da PF, Ibama e ICMBio
62 aves foram apreendidas pela Operação Curió Legal, da PF, Ibama e ICMBio (Foto: SRPF-MA)

A ação policial ocorreu em um clube local usado para as competições e bastante frequentado por criadores de canários e outras aves.

O objetivo da operação foi combater delitos ambientais contra a fauna praticados por meio de torneios entre pássaros canoros. A partir das investigações, a PF constatou os delitos praticados por criadores amadoristas competidores.

A PF encontrou anilhas falsas ou fraudadas, usadas pelos criadores nos concursos, e, muitas vezes, segundo a PF, os pássaros nem se quer possuem a referida marcação. Há mais de um ano o Ibama não entrega anilhas novas a criadores amadoristas no Maranhão.

Criadores usavam anilhas falsas ou fraudadas, já que há mais de um ano o Ibama não entrega anilhas novas
Criadores usavam anilhas falsas ou fraudadas, já que há mais de um ano o Ibama não entrega anilhas novas (Foto: SRPF-MA)

Muitos dos pássaros, explica a PF, são capturados na natureza de forma clandestina e, neles, são postas anilhas falsas, caracterizando delitos do Art. 296. do Código de Processo Penal e Art. 29. da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).

Os pássaros vencedores passam a ter muito valor, chegando a custar dezenas de milhares de reais cada um, ainda de acordo com a PF.

Participaram da Operação Curió Legal 55 policiais federais, 10 servidores do Ibama e 2 do ICMBio.

Praias de São Luís: 11 pontos voltam a ter condições próprias para banho

Publicado em

Após 11 semanas, a orla da Região Metropolitana de São Luís voltou a ter pontos com condições próprias para banho. Ao todo, 11 pontos de seis praias de São Luís e da vizinha São José de Ribamar passaram a apresentar condições adequadas para banho.

Após 11 semanas, praias de São Luís e São José de Ribamar voltaram a ter pontos com condições próprias para banho
Após 11 semanas, praias de São Luís e São José de Ribamar voltaram a ter pontos com condições próprias para banho

É o que mostra a mais recente nota técnica sobre monitoramento das condições de balneabilidade da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) do Maranhão, publicada essa quarta-feira (7). O documento é resultante de laudos emitidos pelo Laboratório de Análises Ambientais (LAA), da própria secretaria, e que leva em consideração os padrões fixados na resolução Conama nº 274/00.

O monitoramento foi realizado, segundo a Sema, entre 7 de maio e 4 de junho de 2017. Desde 21 de março de 2017, o número de pontos impróprios superava o de pontos próprios, segundo a apuração do Blog do Maurício Arayaveja a evolução semana a semana.

Dos 21 pontos monitorados nas praias da Ponta d’Areia, de São Marcos, do Calhau, do Olho-d’Água, do Meio e do Araçagi, 11 alcançaram padrões de condições próprias para banho.

São eles: em frente a Praça de Apoio ao Banhista; em frente aos bares do Chef e Marlene’s; em frente a barraca da Marcela; em frente ao Agrupamento Batalhão do Mar; em frente a Pousada Tambaú; em frente ao bar Malibu; à direita da Elevatória Pimenta I; em frente ao bar do Capiau; em frente ao bar da Praia; em frente ao Fátima’s Bar; e em frente ao bar do Isaac – veja em mapa interativo.

A Sema não divulgou que ações levaram à melhoria das condições de banho das praias de São Luís.

Quase todas das praias seguem impróprias para banho em São Luís

Publicado em

Quase todas das praias seguem impróprias para banho na orla da Região Metropolitana de São Luís, e parece que a balneabilidade deixou de ser prioridade para o governo do Maranhão, ainda que para a publicidade oficial. Por três semanas consecutivas, o cenário é o mesmo: 20 pontos impróprios contra apenas um em condições adequadas para banho – na praia do Calhau, trecho à direita da elevatória II da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).

Quase 100% das praias seguem impróprias para banho em São Luís
Quase 100% das praias seguem impróprias para banho em São Luís (Foto: Gilson Teixeira/Secap/Governo do Maranhão/Arquivo)

A nota técnica mais recente foi publicada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) nesta quinta-feira (18). O documento, elaborado a parir de laudos laboratoriais emitidos pelo Laboratório de Análises Ambientais (LAA), é referente ao monitoramento realizado no período de 16 de abril e 14 de maio de 2017.

Há nove semanas, o número de pontos impróprios superou o de própriosveja a evolução no gráfico acima – e, desde então, se mantém sem que haja ações para reverter o quadro.

O mapa interativo das condições de banho das praias em 21 pontos distribuídos nas praias da Região Metropolitana de São Luís você encontra, sempre atualizado no Blog do Maurício Araya.

O monitoramento da balneabilidade nos 21 pontos da orla – Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho-d’Água, Praia do Meio e Araçagi – obedece a padrões fixados na Resolução Conama nº 274/00.

As águas das praias são consideradas próprias, quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras, obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores, e colhidas no mesmo local, houver no máximo 100 Enterococos/100 mL.

Já as águas das praias são consideradas impróprias quando não atenderem aos critérios anteriores ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 400 Enterococos/100 mL.

Região Metropolitana de São Luís registra mais de 700 mortes violentas

Publicado em

É como se duas pessoas fossem assassinadas a cada dia; uma média de 60 mortes a cada mês. Em 2016, a Região Metropolitana de São Luís – que, além da capital do Maranhão, inclui os municípios de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar – registrou 742 casos de crimes violentos letais intencionais, nome técnico para as mortes violentas – veja todos os dados em infográficos interativos e orientações de segurança.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) mostram que São Luís concentra a maior parte (mais de 70%) dos casos de homicídios dolosos, roubos seguidos de morte (latrocínios) e lesões corporais seguidas de morte. No período, foram 501 homicídios e 24 casos de latrocínio.

São José de Ribamar, terceira mais populosa cidade do Maranhão, concentra quase 18% dos casos de homicídios na Região Metropolitana. Em 2016, foram 124 casos na cidade. Paço do Lumiar vem em seguida, com 52 homicídios em todo o período.

Em 2015, duas mil mortes violentas foram registradas no Maranhão

Dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública sobre mortes violentas intencionais registradas no Brasil nos anos de 2014 e 2015, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que Maranhão viu, nesse período, praticamente todos os índices de violência aumentarem.

Em 2015, foram registradas 2.333 mortes violentas intencionais, uma taxa de 33,8 para cada 100 mil habitantes, acima do índice nacional de 28,6 mortes. É pouco mais de seis mortes por dia. Em 2014, foram registradas 2.158 mortes violentas, 175 a menos que no ano seguinte.

Em 2015, casos de mortes violentas passaram de dois mil em todo o Maranhão
Em 2015, casos de mortes violentas passaram de dois mil em todo o Maranhão

Dos total de crimes letais intencionais, os homicídios dolosos são os que se destacam no anuário: em 2015, foram 2.007; contra 1.902 homicídios dolosos registrados em 2014.

Maranhão é quarto do país com maior número de operações da Força Nacional de Segurança Pública

Publicado em

O Maranhão foi o quarto Estado brasileiro com maior número de operações da Força Nacional de Segurança Pública entre 2004 e 2015, segundo dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (3).

Leia também:

Em 11 anos, foram 17 operações da Força Nacional de Segurança Pública no Maranhão. No ranking do anuário, o Estado ficou atrás somente do Pará (que teve 33 operações no período), Rio de Janeiro (20) e Rondônia (18).

“A segurança pública apresentou volume de recursos crescentes por mais de uma década com destaques importantes para os três entes, e em especial os municípios. Porém é forçoso reconhecer que não se percebeu uma ação coordenada entre esses entes em uma programação adequada para a redução geral de homicídios ou redução da violência em centros urbanos. Os municípios aumentaram fortemente seus gastos, mas de que forma? Houve indução do Estado correspondente ou da União? É preciso aprofundar as pesquisas sobre questões como essas e compreender melhor o que foi feito, como foi feito e que resultados foram obtidos pelos entes locais”, destaca o FBSP no anuário.

Em 11 anos, foram 17 operações da Força Nacional de Segurança Pública no Maranhão
Em 11 anos, foram 17 operações da Força Nacional de Segurança Pública no Maranhão (Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil/Fotos Públicas)

Em outubro de 2016, mais de 50 municípios maranhenses receberam reforço na segurança pública da força federal, de forma a garantir a realização das eleições municipais após episódios de violência, quando ônibus, escolas e locais de votação foram atacados e incendiados por criminosos na Região Metropolitana de São Luís.

Contra crise, educação financeira

Publicado em

Contra a crise econômica enfrentada pelo Brasil, escolas de três municípios da Região Metropolitana de São Luís (MA) apostam na educação financeira para driblar o ‘desânimo’. Pelo menos cinco mil estudantes de 28 escolas já participam do programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas.

Por meio das aulas, elas têm um melhor entendimento do momento de crise, além de serem preparadas para que no futuro saibam administrar melhor as finanças.

O que temos observado é que as escolas que ensinam educação financeira têm obtido resultados surpreendentes no comportamento das crianças e adolescentes em relação ao dinheiro, principalmente pelo fato de passarem a ter noção do consumo consciente e poupar para realização de sonhos
Antônio Oscar Pereira Filho, educador financeiro e diretor da unidade em São Luís

A metodologia envolve capacitação de professores e palestra para pais, além de utilização de ferramentas on-line.

A escola é a melhor maneira de englobar diversos públicos de uma só vez na educação financeira, tornando o processo mais eficiente. Assim, crianças, jovens e adultos (corpo docente, pais/responsáveis e comunidade) têm a oportunidade de aprender como utilizar e administrar os recursos financeiros, sendo que, para cada faixa etária, há um material e uma linguagem apropriados para melhor entendimento e aproveitamento das informações
Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin)

Em todo o país, já são mais de 600 escolas participantes do mesmo projeto.