Inpe estuda missão espacial para produzir imagens em alta resolução do Sol

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) realiza, neste mês de agosto de 2017, estudo de viabilidade de uma missão espacial do Telescópio Solar Espacial Galileo (GSST, na sigla em inglês), projeto que coordena em parceria com o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), para produzir imagens em alta resolução do Sol.

Inpe estuda missão espacial para produzir imagens em alta resolução do Sol
Inpe estuda missão espacial para produzir imagens em alta resolução do Sol

Nos últimos dois meses, o grupo de trabalho da missão GSST promoveu reuniões preparatórias para o estudo de viabilidade, destinadas a revisar os objetivos científicos da missão, restrições e requerimentos funcionais, operacionais e programáticos.

No Inpe, o grupo é formado pelo Centro de Projeto Integrado de Missões Espaciais, vinculado à Divisão de Sistemas Espaciais da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial, e pelas Divisões de Geofísica Espacial e de Astrofísica da Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas.

Missão espacial do Inpe pode ajudar na compreensão de mudanças nas condições climáticas e operação e tempo de vida útil de satélites e veículos espaciais

O objetivo é realizar observações únicas da evolução da estrutura magnética da fotosfera, cromosfera, região de transição e coroa solar, como explica o pesquisador da Divisão de Geofísica Espacial do Inpe, Luis Eduardo Antunes Vieira.

Estas observações viabilizarão o estudo de processos físicos universais relacionados tanto a eventos transientes (reconexão, explosões, ejeções de massa coronais etc.) quanto à evolução da estrutura estelar em escalas de tempo do ciclo de atividade magnética (dínamo global e local)

A missão espacial deve ser composta por um conjunto de instrumentos capazes de realizar estimativas do campo magnético com imagens da superfície do Sol e das suas camadas externas no visível e no ultravioleta.

As estimativas são baseadas em dois fenômenos físicos, conhecidos como Zeeman e Hanle, relacionados a alterações nas propriedades da luz devido à presença de campos magnéticos.

Outro instrumento deve monitorar a variabilidade da emissão eletromagnética total que chega ao topo da atmosfera terrestre.

Essa variabilidade tem afetado diretamente as condições climáticas tanto globais quanto regionais durante a existência do planeta Terra, mas ainda há incertezas sobre sua contribuição relativa nas alterações no clima observadas nas últimas décadas.

O monitoramento e modelagem em escalas de dias a milênios pode auxiliar na compreensão de seus impactos no planeta.

A variabilidade do fluxo de partículas de alta energia (prótons e elétrons) que são aprisionadas nos cinturões de radiação, também conhecidos como Cinturões de Van Allen, também será monitorada utilizando detectores de partículas em desenvolvimento por pesquisadores da Divisão de Geofísica Espacial

O fluxo de partículas nos cinturões de radiação é modulado pela variabilidade da atividade solar, e afeta diretamente a operação e o tempo de vida útil de plataformas espaciais como satélites e veículos espaciais tripulados.

Fim do mundo em 2015? Nasa desmente

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“Uma nova ameaça espacial está próxima de acabar com o mundo no mês de setembro”: é o que assegura o vidente porto-riquenho Efraín Rodríguez, que tem causado pânico na internet. Segundo ele, um asteroide gigante vai se chocar com a Terra entre 22 e 28 de setembro de 2015. A localização do impacto, ele diz, seria a América Latina.

A falsa informação, disseminada pelas redes sociais, levou à Nasa, a agência espacial americana, emitir um comunicado. “A Nasa não conhece qualquer asteroide ou cometa que, atualmente, esteja em curso de se chocar com a Terra”, explica o comunicado publicado no The Daily Mail. “Até onde sabemos, não é provável que qualquer objeto se choque com a Terra nos próximos anos”, completa.

Uma página eletrônica do Near-Earth Object Program (NEO), do Jet Propulsion Laboratory (JPL), ligado à agência espacial, mostra informações fornecidas para apoiar um exercício de resposta de emergência realizada durante a Conferência de Defesa Planetária da Academia Internacional de Astronáutica (IAA), realizado na Itália, no mês de abril. O conteúdo, no entanto, vem com um alerta: “esta página não descreve um verdadeiro potencial impacto de asteroides”.

De concreto, o mês de setembro vai ser marcado por dois fenômenos: um eclipse parcial do Sol, no dia 13, e um eclipse total da Lua, no dia 28 – que poderá ser observado no Brasil, sobretudo em cidades da região norte do país (Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte).