Engenheiros da Nasa fecharam ‘verão de testes’ de motores RS-25, que ajudarão a alimentar novo foguete construído para transportar astronautas a destinos mais longos, incluindo Marte
Engenheiros da Nasa fecharam ‘verão de testes’ de motores RS-25, que ajudarão a alimentar novo foguete construído para transportar astronautas a destinos mais longos, incluindo Marte (Foto: Nasa)

No dia 30 de agosto de 2017, os engenheiros da Nasa, a agência espacial americana, concluíram o ‘verão de testes’ com motores RS-25, que alimentarão o novo foguete do chamado Space Launch System (SLS), construído para transportar astronautas para destinos como Marte. A imagem mostra o teste com a quinta unidade de controle de voo do RS-25, no Stennis Space Center, no Estado americano do Mississippi. Durante 500 segundos, o motor mostrou toda a sua força, em um novo passo da corrida pela exploração do chamado ‘espaço profundo’ com missões tripuladas.

Recuperação leva mais tempo em áreas afetadas pela seca, conclui estudo

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À medida que as temperaturas globais continuam a subir, as secas em muitas regiões do planeta Terra deverão se tornar ainda mais frequentes e severas neste século. Um novo estudo com a participação da Nasa, a agência espacial americana, descobriu que os ecossistemas terrestres levaram mais tempo para se recuperar das secas no século 20, e a recuperação incompleta da seca pode se tornar mais comum em algumas áreas, levando à morte de árvores e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa.

Recuperação incompleta pode levar à morte de ecossistemas e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa
Recuperação incompleta pode levar à morte de ecossistemas e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa

Em resultados publicados neste mês de agosto de 2017 na revista Nature, uma equipe de pesquisa liderada por Christopher Schwalm do Woods Hole Research Center, em Massachusetts, Estados Unidos; incluindo um cientista do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa, na Califórnia, mediu o tempo de recuperação após a seca em várias regiões do mundo.

Padrões globais de tempo de recuperação da seca, em meses
Padrões globais de tempo de recuperação da seca, em meses; os tempos de recuperação mais longos são retratados em tons de azul e rosa, mais baixos em amarelo e áreas brancas indicam água, terras estéreis ou regiões que não experimentaram seca durante o período de estudo (Gráfico: Woods Hole Research Center)

Para o estudo, foram usadas projeções de modelos climáticos verificados por observações do instrumento Moderate-Resolution Imaging Spectroradiometer (Modis), que orbita a Terra desde 1999 e faz medições da temperatura da superfície do planeta, solos, oceanos, características de nuvens, etc.

Os pesquisadores descobriram que a recuperação da seca estava levando mais tempo em todas as áreas terrestres. Em duas regiões particularmente vulneráveis, os trópicos e as latitudes altas do norte, a recuperação levou mais tempo do que em outras regiões, como explica o co-autor do estudo, Josh Fisher, do JPL.

Do espaço, podemos ver todas as florestas da Terra e outros ecossistemas sendo atingidos, repetidamente, e cada vez mais pelas secas. Alguns desses ecossistemas se recuperam; mas, com frequência crescente, outros não

Os cientistas argumentam que o tempo de recuperação é uma métrica crucial para avaliar a resiliência dos ecossistemas. Tempos mais curtos entre as secas, combinados com tempos de recuperação de seca mais longos, podem levar à morte generalizada da vegetação, diminuindo a capacidade das áreas terrestres de absorver o carbono atmosférico.

A pesquisa foi financiada pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) e pela Nasa, com participação de outras instituições, como Instituto Carnegie, Serviço Florestal dos Estados Unidos, Arable Labs Inc., National Snow and Ice Data Center (NSIDC), Laboratório Nacional de Oak Ridge, Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico (PNNL) e das universidades do Norte do Arizona, Utah, Novo México, Maine, Illinois, Nevada e Auburn.

Galáxia anã espiral vizinha, no ‘bairro cósmico’ da Via Láctea, pelas lentes do telescópio espacial Hubble

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Na imagem captada pelo telescópio espacial Hubble, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), se vê a galáxia anã espiral NGC 5949clique na imagem e veja em alta qualidade.

NGC 5949 é preferida dos astrônomos para estudo sobre galáxias anãs
NGC 5949 é preferida dos astrônomos para estudo sobre galáxias anãs (Foto: Hubble/ESA/Nasa)

Graças à sua proximidade com a Terra – a uma distância de cerca de 44 milhões de anos-luz de nós, colocando-a no ‘bairro cósmico’ da Via Láctea –, a NGC 5949 é a preferida dos astrônomos para o estudo sobre as galáxias anãs.

Com 100 vezes a massa da Via Láctea, a NGC 5949 só é considerada anã por seu número relativamente pequeno de estrelas constituintes.

Apesar de ‘pequena’, a proximidade da permitiu ser captada por telescópios comuns, o que facilitou sua descoberta em 1801, pelo astrônomo William Herschel.

Cassini inicia órbitas finais em torno de Saturno, e prepara sua despedida

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Na próxima semana, a nave espacial Cassini inicia uma série de cinco passagens pela órbita de Saturno marcando o fim da missão. O grand finale vai permitir aos cientistas entender um pouco mais sobre a atmosfera superior do segundo maior planeta do Sistema Solar.

Representação artística mostra Cassini e os preparativos para os cinco mergulhos finais pela atmosfera superior de Saturno, entre agosto e setembro de 2017
Representação artística mostra Cassini e os preparativos para os cinco mergulhos finais pela atmosfera superior de Saturno, entre agosto e setembro de 2017 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

Nos ‘rasantes’, que começam na manhã de segunda-feira (14), a Cassini chegará a cerca de 1,63 mil e 1,71 mil km acima das nuvens de Saturno. Os cientistas esperam que a nave encontre uma atmosfera suficientemente densa para permitir o uso de seus propulsores para manter a estabilidade.

A experiência em Titã, um das mais de 60 luas de Saturno, que tem sua própria atmosfera densa, foi um teste para a etapa final da missão, segundo explica Earl Maize, gerente de projeto do Laboratório de Propulsão à Jato (JPL) da Nasa, a agência espacial americana.

Graças à nossa experiência passada, a equipe confia em entender como a nave espacial se comportará nas densidades atmosféricas que nossos modelos preveem

A equipe acredita que, na primeira passagem, os propulsores devem operar entre 10% e 60% de suas capacidades. Se deles forem exigidos mais força, significa que a atmosfera superior de Saturno é mais densa que os modelos preveem, e os engenheiros terão que aumentar a altitude das próximas órbitas.

Se a manobra não for necessária, e a atmosfera for menos densa do que o esperado, os engenheiros vão poder, durante as três primeiras passagens, diminuir a altitude de aproximação, o que permitiria os instrumentos científicos da Cassini, especialmente o espectrômetro de massa de íons e neutros (INMS, na sigla em inglês), obter dados mais precisos sobre a atmosfera de Saturno, ainda mais próximos das nuvens do planeta, como destaca a cientista do projeto Cassini na JPL, Linda Spilker.

Ao fazer esses cinco mergulhos em Saturno, seguido de seu mergulho final, a Cassini se tornará a primeira sonda atmosférica de Saturno. Já foi um objetivo na exploração planetária enviar uma sondagem dedicada à atmosfera de Saturno, e estamos criando as bases para a exploração futura com esta primeira incursão

Outros instrumentos da nave farão observações detalhadas e de alta resolução das auroras de Saturno, temperatura e vórtices nos polos do planeta.

Já em setembro de 2017, um encontro com Titã permitirá uma manobra gravitacional que jogará a nave em um mergulho final no planeta. No dia 15, todos os sete instrumentos científicos da Cassini deverão ser ativados, enviando dados em tempo quase real.

Na última órbita, seus propulsores não vão poder mais trabalhar contra o impulso da atmosfera de Saturno. Assim como um meteoro, a nave espacial termina sua impressionante jornada, iniciada em outubro de 1997, com o lançamento do orbitador. Desde 2004, com o início da operação já em órbita, a missão ajuda os cientistas a estudar o excêntrico planeta.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo das agências espaciais americana (Nasa), européia (ESA) e italiana (ASI).