Lençóis Jazz & Blues Festival 2017, em Barreirinhas, já tem data marcada

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Em agosto, grandes nomes do jazz, do blues, do choro e de outros gêneros musicais do Brasil e do exterior vão brilhar no palco da 9ª edição do Lençóis Jazz & Blues Festival. Este ano, excepcionalmente, o festival realizará os circuitos Barreirinhas e São Luís em datas diferentes: de 11 a 13 de agosto, a programação do Lençóis Jazz & Blues Festival 2017 ocorre na porta de entrada dos Lençóis Maranhenses, a cidade de Barreirinhas; e, em setembro, em São Luís.

De 11 a 13 de agosto, programação ocorre na porta de entrada dos Lençóis Maranhenses
De 11 a 13 de agosto, programação ocorre na porta de entrada dos Lençóis Maranhenses

O circuito Barreirinhas será realizado às margens do belo Rio Preguiças, na Avenida Beira-Rio. São, ao todo, nove shows e duas oficinas de música, além de uma ampla e diversificada programação paralela.

A novidade de 2017 é a participação da DJ Vanessa Serra. A maranhense promete encantar o público, nos intervalos dos shows, com sequências inusitadas de músicas nacionais e internacionais pontuadas pela bossa nova, jazz e blues em uma discotecagem retrô e 100% analógica.

A expectativa dos organizadores é de receber um grande público, já que em 2016 a plateia bateu recorde, como destaca Tutuca Viana, produtor do evento.

Eu atribuo o sucesso do evento a vários fatores. Entre eles, curadoria primorosa na seleção dos artistas, organização e a gratuidade. E assim, ano a ano, o evento contribui para a democratização do acesso a bens culturais tão importantes

O evento conta com os patrocínios da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) e do Governo do Maranhão, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoios culturais do Serviço Social da Indústria (Sesi), Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA), Prefeitura Municipal de Barreirinhas, Viluma Construtora, Tory Brindes, TV Mirante e TV UFMA.

Programação de shows do Lençóis Jazz & Blues Festival 2017

A sequência de shows será a seguinte:

Grupo maranhense Jazzencontros abre programação do festival, na sexta-feira
Grupo maranhense Jazzencontros abre programação do festival, na sexta-feira

11 de agosto (sexta-feira)
20h – Jazzencontros (MA)
21h15 – Roda Gingante: Arismar do Espírito Santo, Bebê Kramer, Gabriel Grossi e Sérgio Coelho (SP)
22h30 – Ama Thomas e trio (Estados Unidos)

Arismar do Espírito Santo é uma das atrações do Lençóis Jazz & Blues Festival 2017
Arismar do Espírito Santo é uma das atrações do Lençóis Jazz & Blues Festival 2017

12 de agosto (sábado)
20h – Mauro Sergio e banda (MA)
21h15 – Zé Renato e Renato Braz (RJ/SP)
22h30 – Annika Chambers (Estados Unidos)

Atrações do Rio de Janeiro, Eduardo Neves e Rogério Caetano são destaque do último dia do festival em Barreirinhas
Atrações do Rio de Janeiro, Eduardo Neves e Rogério Caetano são destaque do último dia do festival em Barreirinhas

13 de agosto (domingo)
20h – Eduardo Neves e Rogério Caetano (RJ)
21h15 – Cristovão Bastos e trio (RJ)
22h30 – Sandra Duailibe e quarteto (MA)

Programação paralela

Este ano, a programação paralela está mais ampla e diversificada. Para valorizar os produtos e a cultura maranhense, serão realizadas a Feirinha Gourmet, com pratos da gastronomia maranhense e outros quitutes; a Feirinha de Artesanato, com produtos regionais, entre outros; e exposições culturais de artistas regionais, durante os dias do festival, a partir das 16h, na Praça do Trabalhador (ao lado do palco do festival).

As oficinas serão realizadas em dois endereços distintos. Na manhã de sexta-feira (11), a americana Alma Thomas ministra a Oficina de Canto, das 10h às 12h, no auditório do Sebrae (Rua Conrado Ataíde, S/N, Centro, Barreirinhas). No sábado (12), será a vez dos músicos Zé Renato e Renato Braz ministrarem a Oficina de Voz e Percussão, das 10h às 12h, no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz), na Praça do Coreto, no centro de Barreirinhas.

Os interessados em participar devem comparecer ao local das oficinas com 30 minutos de antecedência para fazer o credenciamento, que dará direito a uma senha de acesso à oficina.

Já para quem gosta de curtir uma madrugada musical, não vão faltar as tradicionais jam sessions, encontros que vão rolar após os shows oficiais do festival no Bar Terraço Gourmet, na praça da Igreja Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz).

Não dá para perder.

Soprano dá voz ao acervo musical do Sesc Partituras

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Com vários estilos, o projeto Sesc Partituras, do Serviço Social do Comércio (Sesc), resgata e difunde a música por meio de um acervo virtual gratuito de partituras. Apresentando onze canções dessa ampla e dinâmica biblioteca, o Sesc realiza no dia 13 de julho de 2017 (quinta-feira), o espetáculo Força e Poesia da Canção Brasileira, com a soprano Rose Nogueira. A atração ocorre no auditório da Escola de Música do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo (Emem), no Centro Histórico de São Luís, às 19h. Os ingressos para a apresentação serão distribuídos gratuitamente 30 minutos antes do concerto, no local do evento.

No evento, a soprano spinto Rose Nogueira apresenta repertório com grandes clássicos da música brasileira como Chiquinha Gonzaga e Alberto Nepomuceno. O espetáculo conta ainda com a participação especial de Henrique Lisboa e em o acompanhamento de Sara Vieira Pontes (piano) e Tiago Fernandes (violão).

Soprano Rose Nogueira dá voz ao acervo musical do Sesc Partituras Com classificação livre, a apresentação é gratuita
Soprano Rose Nogueira dá voz ao acervo musical do Sesc Partituras
Com classificação livre, a apresentação é gratuita

A jovem artista é estudante do curso técnico de canto lírico da Emem. Entre os anos de 2014 e 2016 foi solista do coral Arte Canto, sob a regência do maestro Simão Pedro Amaral, e destaque do coral da Emem e do coro da Orquestra Jovem do Maranhão João do Vale.

Sesc Partituras

O Sesc Partituras é um projeto desenvolvido pelo Departamento Nacional do Sesc e realiza ações sistemáticas nos Estados por meio dos departamentos regionais. Pensado como uma biblioteca virtual, a iniciativa iniciou em 2007 e desde então preserva e difunde o patrimônio musical brasileiro por meio da digitalização e disponibilização de partituras dos principais compositores brasileiros e também de artistas desconhecidos que ainda não possuem presença marcante no cenário musical do país.

Em 2010, o projeto passou por uma reestruturação visando à ampliação de seu alcance através da criação de um site gratuito que disponibiliza o acesso às partituras através de um sistema eficiente de busca, atendendo assim às necessidades de estudantes, professores, músicos e pesquisadores.

Além da consulta, o site possui um catálogo com informações das composições, visualização e com a possibilidade de download integral de cada obra musical.

Tecnologia: a nova Era do palpável

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Lia na edição de março da revista VIP um pequeno artigo sobre uma nova tendência tecnológica surgida na Europa: a volta do gravador de fitas de rolo. Quem for mais jovem não deve se lembrar do aparelho, mas ele marcou a vanguarda da tecnologia de uso pessoal; precedeu diversos aparelhos que, hoje, foram banalizados.

É claro que ao lançar o tape deck Ballfinger M063, a fabricante mirou em um público específico – não só pela utilidade, como pelo preço de € 27 mil, o equivalente a R$ 90 mil: gravadoras, produtores e músicos profissionais, que buscam maior qualidade de som.

Ballfinger M063 sai a € 27 mil
Ballfinger M063 sai a € 27 mil

E a repercussão do lançamento do produto durante uma feira na Alemanha, no mês de fevereiro, já despertou o interesse de antigos fabricantes, como Stunder e Revox, para a retomada da produção de similares.

Isso me chamou a atenção para como a tecnologia, às vezes, parece dar um passo a frente e dois atrás. Vejam só: alcançamos um estágio do desenvolvimento da tecnologia que nos permite colocar nossa vida inteira na ‘nuvem’. A rotina atual de escritórios e órgãos públicos é movida dessa forma. Na indústria da música, nossos favoritos estão na palma da mão.

Mas acredito que já vivemos uma nova Era do palpável. Um dos motivos que me levam a acreditar nisso é o retorno do vinil (abrindo um parêntesis, por falar em música, é estranho pensar que o vinil tenha maior qualidade de áudio que o CD – que surgiu exatamente para marcar um avanço na qualidade).

O outro, é o movimento crescente no setor de varejo de livros no Brasil, seja de venda de livros nacionais ou até importados. Não à toa, qualquer youtuberzinho com mais de mil seguidores já quer lançar sua ‘biografia’.

Imagine você receber alguma visita em casa e dizer que gosta de determinadas bandas e autores de livros e não ter nada para mostrar, porque eles estão no celular, tablet ou notebook. Necessitamos ter uma estante cheia de livros, um hack lotado de CDs e DVDs para mostrar. Mais que isso, ter essas obras à mão é o modo mais fácil de interagir com elas e dizer ‘é meu, de mais ninguém’.

Há mais ou menos uns 10 anos, quando vi pela primeira vez o clipe de What Sarah Said (do player acima), da banda americana Death Cab For Cutie, em que começa e termina com o gravador de rolo, pensava ser uma referência ao passado. Não, era ao futuro.

Cinquenta Tons Mais Escuros: minha análise sobre o filme

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‘Ahhh’; ‘Uhhh’… mesmo que você não goste do gênero, assistir a um filme como Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker, 2017), com uma plateia tão ‘devota’, se torna bastante divertido com tantos suspiros a cada cena. Afinal, ele foi feito sob medida para elas. Cinquenta Tons Mais Escuros entrou em cartaz nesta semana nos cinemas de todo o Brasil. Fui assistir, e essa é minha análise sobre o filme.

Entendendo o significado de amor, Christian busca reconquistar Anastasia
Entendendo o amor, Grey
busca reconquistar Ana

Cinquenta Tons Mais Escuros é a tão aguardada sequência de Cinquenta Tons de Cinza, da obra de E. L. James. O segundo filme da trilogia é uma viagem ao passado do jovem e poderoso Christian Grey (Jamie Dornan) – enfim com cara de homem, e não de menino –, e traz respostas sobre as características de sua personalidade.

Depois do afastamento de Anastasia Steele (Dakota Johnson), acontecido já em Cinquenta Tons de Cinza, Christian quer reconquistá-la. Mas o papel de dominante, agora, é de Anastasia, que impõe suas condições.

Difícil não comparar as duas peças: em 2015, comentei que Cinquenta Tons de Cinza parecia mais com ‘um novo Crepúsculo’, dado ao fato de nos fazer ‘imaginar que o enredo segue uma fórmula da fábula infantil: a sensação de perseguir o inalcançável – assim como Bella, de Crepúsculo, almeja um amor com todas as complexidades de um ser imortal’.

Mais ‘amadurecido’, Cinquenta Tons Mais Escuros realmente parece ter mais a mão de E. L. James no comando da produção. A linguagem praticamente grosseira foi substituída por uma sofisticação maior dos diálogos, algo que eu também já havia comentado em 2015.

Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta maior sofisticação
Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta maior sofisticação

Algumas características foram, por bem, preservadas, como fotografia impecável – aprimorada após Cinquenta Tons de Cinza – e novos arranjos dados a hits conhecidos – como Crazy In Love, consagrada na voz de Beyoncé, e desta vez regravada por Miguel.

Só faltou apreço pela continuidade; em dois pontos do filme, encontrei falhas. O corte de algumas cenas que estavam nos trailers de Cinquenta Tons Mais Escuros, acho eu, podem explicar a ocorrência delas.

Cinquenta Tons Mais Escuros tem dramalhão digno de novela mexicana

Bella Heathcote é Leila em Cinquenta Tons Mais Escuros
Bella Heathcote é Leila em
Cinquenta Tons Mais Escuros

Mais romântico e mais denso, Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta, também, ‘vilões’ à sequencia: Leila (Bella Heathcote) – antiga submissa, que, agora perturbada, tem como missão separar Christian e Anastasia –, Elena Lincoln (Kim Basinger) – a sádica amiga da mãe adotiva de Christian que o inicia na prática, inconformada com a união de Grey e Ana – e Jack Hyde (Eric Johnson) – chefe de Anastasia, que tem a vida destruída por Christian após flertar com Ana.

Acredito que, na tentativa de encurtar o enredo, o resultado foi um tanto embaraçoso. Uma forma de atacar diversas frentes ao mesmo tempo, sem diluir a quantidade de informação no tempo certo durante a sequência.

Já o toque dramalhão de algumas cenas nos dá a sensação de estar diante de uma verdadeira ‘novela mexicana’, ao clássico estilo ‘tiro, porrada e bomba’.

Ainda assim, Cinquenta Tons Mais Escuros convence, e cria expectativa para Cinquenta Tons de Liberdade, previsto para fevereiro de 2018.

Pela primeira vez em São Luís, O Terno faz show no Centro Histórico

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Neste mês de novembro, a banda paulista O Terno faz sua estreia nos palcos maranhenses: o trio paulista se apresenta no Cidade Velha Pub (localizado na rua da Estrela, nº 400), no Centro Histórico, dia 19, a partir das 23h. A produção é assinada pela Produtora Naveloca. No Maranhão, o grupo traz a turnê de divulgação de ‘Melhor do Que Parece’, terceiro disco de estúdio do power trio, lançado no segundo semestre de 2016.

Na ativa desde 2009, O Terno é formado por Tim Bernardes (voz e guitarra), Guilherme d’Almeida (baixo) e Biel Basile (bateria). No show, a banda irá apresentar, também, o material de seus dois primeiros discos – ‘66’ (2012) e ‘O Terno’ (2014) –, além do EP lançado em 2013 (intitulado ‘TicTac-Harmonium’).

Com inspiração em timbres sessentistas e atuais do rock e pop, a banda promete um show bem-humorado e carregado de influências da música psicodélica dos anos 1960.

Antes do trio, as bandas Telúricos e O Vórtice farão os shows de abertura.

‘Melhor do Que Parece’

Se no disco anterior a cor cinza estava mais do que presente, em ‘Melhor do Que Parece’, lançado pela Natura Musical, as cores são diferentes. O terceiro disco autoral do trio paulistano O Terno chega com uma sonoridade solar e vibrante. As composições de Tim Bernardes, que seguem o estilo da banda de serem muito variadas, neste disco parecem ter também uma unidade, numa espécie de otimismo filosófico diante da época tecnológica, efêmera e acelerada do sujeito contemporâneo.

Banda tem raízes nos timbres de 1960 e atuais do rock e pop
Banda tem raízes nos timbres de 1960 e atuais do rock e pop (Foto: Felipe Poroger)

Ainda assim, há uma diversidade de temas; de um samba psicótico à la Nelson Cavaquinho e Tom Waits, para o humor cronista de ‘Culpa’, o surrealismo narrativo em ‘Lua Cheia’, a simplicidade de ‘Nó’ ou o lirismo rock n’roll de ‘Vamos Assumir’. De uma maneira simultaneamente pop e experimental, O Terno parece expandir ainda mais suas fronteiras musicais.

Com mais tempo em estúdio, e instrumentações até então não exploradas pela banda, como cordas, sopros e até harpa, O Terno cria universos fantásticos e climas, onde a MPB orquestrada da virada dos 60 para os 70 se encontra com o que há de novo no indie, de maneira autoral.

As diversas influências da banda, de Clube da Esquina à Fleet Foxes, dos Festivais da Canção a Mac Demarco, Mutantes e Alabama Shakes parecem se misturar para se transformar nessas novas canções que soam, mais do que nunca, como ‘O Terno’. E nessas atmosferas oníricas do disco, o lirismo das composições ganha graus de profundidade que convidam a atenção de quem escuta.

Gravado no Estúdio Canoa, ‘Melhor do Que Parece’ é um registro do jovem trio que mostra o entrosamento e espontaneidade musical vinda de um período de muita estrada para a banda, que, desde a entrada de Biel Basile (em janeiro de 2015) na bateria, excursionou exaustivamente, passando por grandes festivais como o Lollapalooza Brasil 2015 e o Primavera Sound 2016, em Barcelona, e chega mais madura e experiente com esse novo álbum.


O Terno em São Luís
Onde: Cidade Velha Pub (rua da Estrela, nº 400, Centro Histórico)
Data: 19 de novembro, às 23h
Ingressos: R$ 25 (meia) / R$ 50 (inteira), à venda na plataforma digital Sympla
Produção: Naveloca Produtora

Grandes nomes da música estão na 3ª edição do São José de Ribamar Jazz e Blues Festival

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Depois de levar milhares de pessoas para Barreirinhas e São Luís, no Maranhão, o clima contagiante do jazz e blues faz sua morada em São José de Ribamar nesta semana. O São José de Ribamar Jazz e Blues Festival terá, em sua terceira edição, shows de grandes nomes da música, que ocorrerão entre os dias 4 e 6 de novembro de 2016, na Praça da Basílica.

A expectativa de público para esta edição é de superar os números da segunda edição, que foi de cerca de 4 mil pessoas, segundo os organizadores.

Grupo Dobrando a Carioca é uma das atrações do festival
Grupo Dobrando a Carioca é uma das
atrações (Foto: Marluci Martins)

Na sexta-feira (4), o festival vai apresentar três atrações: Marcus Lussaray e quarteto às 20h15. Na sequência virão, Ceumar e trio, de Minas Gerais; e Jefferson Gonçalves e Kleber Dias, do Rio de Janeiro.

No sábado (5), o evento conta com quatro atrações e tem início mais cedo, às 19h30, com a apresentação da Orquestra Filarmônica de Sopros Sesc Musicar; seguido da cantora maranhense Anna Claudia; Thiago e Arismar do Espírito Santo, de São Paulo; e da diva carioca Taryn Szpilman, com apresentação repleta de temas clássicos do jazz, do blues, do soul, do rock clássico, homenageando artistas revolucionários destes gêneros que brilharam entre as décadas de 40 e 70, durante o espetáculo intitulado ‘Noveau Vintage Café’.

No domingo (6), a noite é aberta por Daniel Lobo, do Maranhão; em seguida, sobem ao palco Chico Pinheiro e trio, de São Paulo; e o grupo Dobrando a Carioca, formado pelos músicos Zé Renato, Jards Macalé, Moacyr Luz e Guinga.

Veja, abaixo, a programação completa:

Sexta-feira (4)
Sábado (5)
Domingo (6)

Oficinas abrem 3ª edição do São José de Ribamar Jazz e Blues Festival

O ponto de partida do São José de Ribamar Jazz e Blues Festival foi dado desde a última segunda-feira (31), com a realização da oficina de guitarra, ministrada pelo músico maranhense Marcus Lussaray, na escola estadual Centro de Ensino Estado da Guanabara.

Oficinas deram a largada do São José de Ribamar Jazz e Blues Festival
Oficinas deram a largada do São José de Ribamar Jazz e Blues Festival

Na ocasião, Lussaray falou sobre os diversos gêneros musicais destacando o jazz e o blues, que ainda são pouco conhecidos pelos participantes. Também interagiu com os alunos e deu pequenas amostras do que vai apresentar em seu show nesta sexta-feira, dentro da programação musical.

Toda a oficina foi baseada na iniciação musical, para que todos entendessem a atmosfera do festival e conseguissem perceber os estilos e a questão do improviso, e levar este conhecimento para a hora do show
Marcus Lussaray, músico

Na terça-feira (1º), segundo dia de oficinas, o músico Ivaldo Guimarães (licenciado em música), ministrou a oficina de musicalização com recursos digitais, que foi dividida em duas etapas. Na oficina, os alunos tiveram acesso a um conteúdo introdutório de musicalização. Também conheceram e aprenderam a utilizar um software de edição de partitura.

Quem participou da oficina aprovou a iniciativa do festival que contou com a parceria da direção da escola. “Foi muito boa a oficina porque aprendemos coisas novas, e pudemos saber dar valor a esta arte. Eu quero aprender e exercer esta função. Quem sabe estudar música e viver dessa profissão”, comentou o estudante do segundo ano do Centro de Ensino Estado da Guanabara, Anderson Cantanhede da Silva.

Nós buscamos fomentar a formação de uma plateia inteligente, dotada de conhecimento básico para desenvolver uma sadia apreciação musical, além de proporcionar, aos participantes das oficinas, os benefícios que orbitam o desenvolvimento da musicalidade
Ivaldo Guimarães, músico e coordenador de oficinas do festival

Celebrar o mundo da música e estar em contato com o que ela pode disponibilizar, também, foi outro ponto positivo visto por Daniel Azevedo, aluno do segundo ano do mesmo Centro de Ensino. “Quero poder aprender a fazer partituras e, no futuro, poder até ser um professor”, vibrou o estudante. “A música incentiva a raciocinar mais, e desperta o sentimento e o interesse das pessoas”, acrescentou.

Alunos participaram de oficinas de música em São José de Ribamar
Alunos participaram de oficinas de
música em São José de Ribamar

Durante a oficina, a diretora do Centro de Ensino, Janne Mary, comentou que este tipo de benefício aos alunos só reforça a necessidade de agregar outros conhecimentos nas instituições. “Ver esta oficina funcionando dá força para que mais ações educativas sejam colocadas por toda a cidade”, disse. Sobre o sucesso das oficinas, ela foi enfática: “Música e escola devem sempre andar juntas. Isso sempre irá funcionar”, completou.

Incentivo de empresas

O São José de Ribamar Jazz e Blues Festival é realizado pela Tutuca Viana Produções, e conta com os patrocínios da Vivo, por meio da Plataforma Vivo Transforma e do governo do Maranhão, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e ao Esporte; e os apoios culturais da Prefeitura Municipal de São José de Ribamar, do Sesc, Sebrae, Clara Comunicação, Tory Brindes, Taguatur Turismo, TV UFMA, TV Mirante e Grand São Luís Hotel.

A plataforma Vivo Transforma promove a democratização do acesso à cultura e o envolvimento das comunidades em iniciativas voltadas, principalmente, à música. Em 2016, serão mais de 90 projetos apoiados por meio das leis de incentivo fiscal, em diferentes regiões do país, com foco em transformação social, revelação de novos talentos e valorização da cultura nacional.