Recuperação leva mais tempo em áreas afetadas pela seca, conclui estudo

Publicado em

À medida que as temperaturas globais continuam a subir, as secas em muitas regiões do planeta Terra deverão se tornar ainda mais frequentes e severas neste século. Um novo estudo com a participação da Nasa, a agência espacial americana, descobriu que os ecossistemas terrestres levaram mais tempo para se recuperar das secas no século 20, e a recuperação incompleta da seca pode se tornar mais comum em algumas áreas, levando à morte de árvores e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa.

Recuperação incompleta pode levar à morte de ecossistemas e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa
Recuperação incompleta pode levar à morte de ecossistemas e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa

Em resultados publicados neste mês de agosto de 2017 na revista Nature, uma equipe de pesquisa liderada por Christopher Schwalm do Woods Hole Research Center, em Massachusetts, Estados Unidos; incluindo um cientista do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa, na Califórnia, mediu o tempo de recuperação após a seca em várias regiões do mundo.

Padrões globais de tempo de recuperação da seca, em meses
Padrões globais de tempo de recuperação da seca, em meses; os tempos de recuperação mais longos são retratados em tons de azul e rosa, mais baixos em amarelo e áreas brancas indicam água, terras estéreis ou regiões que não experimentaram seca durante o período de estudo (Gráfico: Woods Hole Research Center)

Para o estudo, foram usadas projeções de modelos climáticos verificados por observações do instrumento Moderate-Resolution Imaging Spectroradiometer (Modis), que orbita a Terra desde 1999 e faz medições da temperatura da superfície do planeta, solos, oceanos, características de nuvens, etc.

Os pesquisadores descobriram que a recuperação da seca estava levando mais tempo em todas as áreas terrestres. Em duas regiões particularmente vulneráveis, os trópicos e as latitudes altas do norte, a recuperação levou mais tempo do que em outras regiões, como explica o co-autor do estudo, Josh Fisher, do JPL.

Do espaço, podemos ver todas as florestas da Terra e outros ecossistemas sendo atingidos, repetidamente, e cada vez mais pelas secas. Alguns desses ecossistemas se recuperam; mas, com frequência crescente, outros não

Os cientistas argumentam que o tempo de recuperação é uma métrica crucial para avaliar a resiliência dos ecossistemas. Tempos mais curtos entre as secas, combinados com tempos de recuperação de seca mais longos, podem levar à morte generalizada da vegetação, diminuindo a capacidade das áreas terrestres de absorver o carbono atmosférico.

A pesquisa foi financiada pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) e pela Nasa, com participação de outras instituições, como Instituto Carnegie, Serviço Florestal dos Estados Unidos, Arable Labs Inc., National Snow and Ice Data Center (NSIDC), Laboratório Nacional de Oak Ridge, Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico (PNNL) e das universidades do Norte do Arizona, Utah, Novo México, Maine, Illinois, Nevada e Auburn.

Operação Curió Legal: Polícia Federal prende 9 pessoas em flagrante no Maranhão

Publicado em

A Polícia Federal (PF), com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou nesse domingo (13) a Operação Curió Legal, na Região Metropolitana de São Luís, em que prendeu 9 pessoas em flagrante, além de apreender 62 aves, 3 armas de fogo, munição – sendo 1,75 mil projéteis de pistola 9 mm e 101 de fuzil 556 – e 2 caixas acústicas usadas para treinamento, de modo cruel, de pássaros cantores.

62 aves foram apreendidas pela Operação Curió Legal, da PF, Ibama e ICMBio
62 aves foram apreendidas pela Operação Curió Legal, da PF, Ibama e ICMBio (Foto: SRPF-MA)

A ação policial ocorreu em um clube local usado para as competições e bastante frequentado por criadores de canários e outras aves.

O objetivo da operação foi combater delitos ambientais contra a fauna praticados por meio de torneios entre pássaros canoros. A partir das investigações, a PF constatou os delitos praticados por criadores amadoristas competidores.

A PF encontrou anilhas falsas ou fraudadas, usadas pelos criadores nos concursos, e, muitas vezes, segundo a PF, os pássaros nem se quer possuem a referida marcação. Há mais de um ano o Ibama não entrega anilhas novas a criadores amadoristas no Maranhão.

Criadores usavam anilhas falsas ou fraudadas, já que há mais de um ano o Ibama não entrega anilhas novas
Criadores usavam anilhas falsas ou fraudadas, já que há mais de um ano o Ibama não entrega anilhas novas (Foto: SRPF-MA)

Muitos dos pássaros, explica a PF, são capturados na natureza de forma clandestina e, neles, são postas anilhas falsas, caracterizando delitos do Art. 296. do Código de Processo Penal e Art. 29. da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).

Os pássaros vencedores passam a ter muito valor, chegando a custar dezenas de milhares de reais cada um, ainda de acordo com a PF.

Participaram da Operação Curió Legal 55 policiais federais, 10 servidores do Ibama e 2 do ICMBio.

Operação Maravalha II: Polícia Federal combate crimes ambientais no sudoeste do Maranhão

Publicado em

A Polícia Federal, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério Público do Trabalho (MPT) e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou no sudoeste do Maranhão, esta semana, a Operação Maravalha II com o objetivo de combater a prática de crimes ambientais ligados à extração, transporte e comercialização ilegal de madeira proveniente da Terra Indígena Caru, da Terra Indígena Arariboia e da Reserva Biológica do Gurupi. Cerca de 50 pessoas fizeram parte da operação.

Operação Maravalha II: Polícia Federal combate crimes ambientais no sudoeste do Maranhão
Operação Maravalha II: Polícia Federal combate crimes ambientais no sudoeste do Maranhão

Foram fiscalizadas quatro serrarias clandestinamente instaladas no município de Buriticupu – a 395 km de distância da capital, São Luís –, sendo duas na zona rural. Os locais têm fortes indícios de receptação de madeira ilegalmente extraída de terras indígenas e unidade de conservação federal, o que configura situação de flagrante delito dos responsáveis.

Operação Maravalha II teve objetivo de combater crimes ambientais ligados à extração, transporte e comercialização ilegal de madeira de terras indígenas e unidade de conservação
Operação Maravalha II teve objetivo de combater crimes ambientais ligados à extração, transporte e comercialização ilegal de madeira de terras indígenas e unidade de conservação

Durante a operação, houve uma prisão em flagrante, de um dos donos de serraria, a desmobilização completa dos estabelecimentos ilegais encontrados, além da apreensão de 56,287 m³ de madeira serrada, 91 toras e 75 sacos de carvão.

MPT e MTE identificaram trabalhadores em situação irregular e ainda casos de trabalho infantil
MPT e MTE identificaram trabalhadores em situação irregular e ainda casos de trabalho infantil

O MPT e MTE também identificaram vários trabalhadores em situação irregular, sem os equipamentos de proteção adequados e sem o pagamento correto das verbas trabalhistas, e ainda alguns casos de trabalho infantil.

Equipe fez a desmobilização completa dos estabelecimentos ilegais encontrados
Equipe fez a desmobilização completa dos estabelecimentos ilegais encontrados

Os investigados responderão por crimes de receptação qualificada (Art. 180, §1° do CPB), ter em depósito produto de origem vegetal sem licença válida (Art. 46, parágrafo único, da Lei nº 9.605/98), dentre outros.

Maranhão registra mais de 2 mil queimadas em julho

Publicado em

O Maranhão superou, na manhã deste sábado (29), a marca de 2 mil queimadas registradas somente no mês de julho de 2017, aumento de mais de 135% comparado ao mês anterior. Os dados, apurados pelo Blog do Maurício Araya – que, agora, conta com uma página eletrônica com dados atualizados em tempo real sobre o risco de queimadas nas principais regiões do Maranhão –, são do Programa de Monitoramento de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

3,49 mil queimadas já foram registradas no Maranhão, em 2017; 2 mil somente em julho
3,49 mil queimadas já foram registradas no Maranhão, em 2017; 2 mil somente em julho

O número já é maior que a média histórica para o mês (com dados registrados desde 1998) de 1,16 mil focos de incêndio. Com 3,49 mil focos, o Maranhão é o quarto Estado do país com maior número de focos identificados pelos satélites do Inpe, atrás de Mato Grosso, Pará e Tocantins.

Fernando Falcão – localizado na região central do Maranhão, a 554 km de distância da capital, São Luís – é o único município maranhense no ‘top 10’ de cidades com maiores índices de queimadas: em 2017, já foram mais de 350.

Os dados preocupam, já que, com o início do período de seca no Estado, a tendência é de aumento dos índices de queimadas e incêndios florestais nos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. O pico é registrado, normalmente, em setembro e outubro, com média de 4,4 mil e 4,17 mil, respectivamente.

Para os próximos meses, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Inpe, prevê condições de pluviosidade e temperatura dentro do normal, sem anomalias climáticas.

Queimadas e incêndios florestais devem ser denunciados

Além de destruir a fauna e flora, as queimadas e incêndios florestais causam poluição atmosférica com prejuízos à saúde das pessoas, e, em nível global, estão associadas a modificações da composição química da atmosfera. Devastando anualmente em média cerca de 15 mil km² por ano de florestas, o Brasil é o quinto país mais poluidor do mundo.

No país, quase a totalidade delas é causada pelo homem, seja para limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos, colheita manual de cana-de-açúcar, vandalismo, balões de São João, disputas fundiárias, protestos sociais, etc.

Legislações federal, estaduais e municipais proíbem a prática, que pode ser denunciadas ao Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais de Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), prefeituras e institutos florestais. A lista completa de órgãos envolvidos na prevenção e combate às queimadas e incêndios florestais pode ser encontrada na página eletrônica do Inpe na internet.

Projeto estimula preservação ambiental entre crianças no Maranhão

Publicado em

Tornar atitudes diárias como separar o lixo para a reciclagem em hábito é um trabalho que se inicia na infância. Por isso, se faz necessária a promoção da educação para a sustentabilidade, contribuindo com a formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente. Para promover a preservação ambiental, o Serviço Social do Comércio (Sesc) desenvolveu o projeto Criando Arte na cidade de Raposa, Região Metropolitana de São Luís, beneficiando 40 crianças com idade entre oito e 12 anos. Realizado desde maio de 2017, o projeto encerrou-se neste mês de julho, com a confecção de um jardim suspenso.

Para promover a preservação ambiental, Sesc-MA desenvolveu projeto beneficiando 40 crianças na cidade de Raposa
Para promover a preservação ambiental, Sesc-MA desenvolveu projeto beneficiando 40 crianças na cidade de Raposa (Foto: Joaquim Neto/Sesc-MA)

Com uma didática que congregou diversão e aprendizado, o objetivo do Sesc era trabalhar o conceito de sustentabilidade e preservação ambiental por meio da realização de oficinas práticas de hortas comunitárias, jardins suspensos e brinquedos confeccionados a partir da utilização de materiais reciclados, assim como estreitar os laços familiares a partir de encontros temáticos relacionados à autoestima, infância e espiritualidade.

As oficinas de hortas comunitárias e jardins suspensos promovida pelo Sesc em parceria com a Escola Renascer permitiu às 40 crianças participantes a aquisição de conhecimentos básicos de plantio e manejo que serão aplicados no espaço do próprio colégio. Dessa forma, além de estimular o cuidado com o meio ambiente, o Criando Arte também estimulou hábitos alimentares saudáveis, fortaleceu o convívio comunitário e exercitou a cooperação e o trabalho em equipe, bem como incentivou o cultivo da horta nas residências dos pequenos.

Trabalhando a consciência das crianças do município de Raposa por meio de atividades lúdicas alicerçadas no conceito e importância da preservação ambiental, a reciclagem permeou todo o processo de aprendizado e as novas práticas já estão refletindo na comunidade, como ressalta a assistente social do Sesc, Soraya Aguiar.

Foi gratificante ver o interesse das crianças em produzir brinquedos com produtos que iriam para o lixo e tão empenhados em cultivar os primeiros brotinhos de planta. Os pais revelaram que em casa estão buscando caixas e garrafas para transformar, minimizando a produção do lixo e contribuindo para a conscientização da comunidade sobre os benefícios da reciclagem e a importância do cuidado com o meio ambiente

Para o encerramento do projeto as crianças confeccionaram um jardim suspenso na Quadra Poliesportiva do Sesc Comunidade que será transferido para a Escola Renascer onde as crianças darão continuidade aos cuidados necessários às plantas cultivadas. Na oportunidade também foi realizada uma exposição de parte dos brinquedos que foram produzidos com caixas de leite, vidro de amaciante, prendedor de roupa, copos descartáveis, caixas de sapato, palitos de picolé, dentre outros materiais recicláveis.

Desde a inauguração da quadra poliesportiva, em 2013, a instituição também tem oportunizado aos moradores da Raposa experiências gratificantes por meio de apresentações artístico-culturais, ofertado orientações educativas e preventivas na área de saúde e permitido às crianças e adolescentes da região a prática gratuita das modalidades futsal, vôlei, handebol e educação psicomotora (esporte coletivo).

Praias de São Luís têm 100% de pontos impróprios para banho

Publicado em

Provavelmente, pouca gente percebeu. Quem foi às praias de São Luís e São José de Ribamar não foi informado por jornais, rádios ou televisão da grave ameaça à saúde pública a qual estava exposto. Nesse fim de semana, 21 dos 21 pontos – isso mesmo, 100% – em que há monitoramento da qualidade das águas se mostraram impróprios para banho.

Praias de São Luís têm 100% dos pontos impróprios para banho
Praias de São Luís têm 100% dos pontos impróprios para banho (Foto: Divulgação/Secap/Arquivo)

O resultado está na nota técnica sobre o monitoramento das condições de balneabilidade das praias mais recente do Laboratório de Análises Ambientais (LAA), ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema). Para o laudo, do dia 30 de março de 2017 e divulgado no dia seguinte, foram considerados os resultados das amostras entre 26 de fevereiro e 26 de março de 2017.

Laudo mostra 100% dos pontos impróprios para banho

O monitoramento, esclarece o próprio documento, obedece aos padrões fixados na resolução Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de nº 274/00.

São monitorados 21 pontos das praias de São Luís e São José de Ribamar, distribuídos nas praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho-d’Água, Praia do Meio e Araçagi.

Levantamento feito pelo Blog do Maurício Araya mostra que na última quinzena de março, o número de pontos impróprios para banho só cresceu, chegando a 100% no fim do mês.

Fiscalização nas praias de São Luís: realmente funciona?

Anteriormente, os baixos índices de contaminação das praias em São Luís foram atribuídos pela Sema ao programa Mais Saneamento, do governo do Maranhão, e ao trabalho de fiscalização regular de bares, restaurantes e condomínios próximos às praias.

No último dia 10 de março, o governador do Maranhão, Flávio Dino, comemorou o progresso do trabalho feito, agora ameaçado por novos índices de contaminação da orla.

Há quem pense que nós estamos dizendo que o trabalho está concluído. Não, nós dizemos exatamente o contrário. Todas as semanas o trabalho está em curso e em andamento e o que nós fazemos é anunciar os resultados já obtidos
Flávio Dino, governador do Maranhão

A meta do Mais Saneamento – que conta com orçamento de R$ 350 milhões para construção de Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), de redes coletoras e estações elevatórias – quer aumentar de 4% para 70% o índice de esgoto tratado na capital maranhense até 2018.

Enquanto isso, só resta lamentar o ‘descuido’ com relação às praias da Região Metropolitana de São Luís.

Mosaico humano em defesa dos Corais da Amazônia

Publicado em

Em defesa de um bioma marinho único e ainda pouco conhecido, revelado ao mundo em 2016 e já ameaçado, um grupo formado por mais de 500 pessoas formou um mosaico humano nas areias de uma das praias mais conhecidas do mundo, a de Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (29). O recado foi claro: ‘Defenda os corais da Amazônia’ e ‘Petróleo não’.

Imagem de 100 metros de comprimento foi formada por mais de 500 pessoas
Mosaico humano de 100 metros de comprimento foi formada por mais de 500 pessoas (Foto: Fernanda Ligabue/Spectral Q/Greenpeace)

A ação foi articulada pela organização Greenpeace em parceria com o artista norte-americano John Quigley, especialista nesse tipo de arte, simbolizando o apoio da população à campanha.

Ao dizer não ao petróleo e defender os Corais da Amazônia, as crianças e jovens brasileiros também estão defendendo nosso futuro e protegendo nossos mares de possíveis vazamentos, com impactos devastadores. Eles são os representantes de nova geração de brasileiros que reconhecem a importância de acelerar a transição para fontes renováveis de energia e da proteção da natureza
John Quigley

Segundo a organização, que realizou expedições à costa do Amapá – onde está localizado o bioma –, duas petrolíferas, uma francesa e outra britânica, compraram direitos de exploração de blocos de petróleo próximos ao bioma. A atividade, defende o Greenpeace, traz risco de vazamentos.

A exploração de petróleo é uma atividade do passado. Diante de tantos acidentes que já vivenciamos, muitos que destruíram a vida marinha e as comunidades costeiras, não podemos aceitar as perfurações próximas aos Corais da Amazônia
Thiago Almeida, da Campanha de Clima do Greenpeace Brasil

Cerca de 200 eram estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro
Cerca de 200 eram estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro (Foto: Barbara Veiga/Spectral Q/Greenpeace)

Participaram da ação pelo menos 200 estudantes da rede pública de ensino do Rio de Janeiro.