WhatsApp no tribunal: como a tecnologia auxilia os processos judiciais?

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Criado para facilitar a comunicação entre as pessoas, o WhatsApp tem se tornado uma das principais provas no fim de relacionamentos e nas batalhas judiciais entre ex-casais. Em um processo recente, uma mulher conseguiu na Justiça realizar prova da responsabilidade do marido na dissolução do casamento quando juntou aos autos do processo sua caixa de mensagens que demonstrava que o seu marido passou a ignorar as mensagens por ela enviadas.

WhatsApp no tribunal: como a tecnologia auxilia os processos judiciais?
WhatsApp no tribunal: como a tecnologia auxilia os processos judiciais?

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, o número de divórcios alcançou 328,96 mil, entre os divórcios judiciais e extrajudiciais, e as razões para esse resultado são muitas.

Embora não esteja nas estatísticas oficiais, o aplicativo pode ser responsabilizado em vários casos. Um dos motivos mais citados nos processos de separação, está a traição. Alguns ex-casais apontam ainda o uso excessivo do aplicativo ou, até mesmo, a participação em muitos grupos, sejam eles relacionados ao trabalho ou que reúnam amigos de longa data.

Para a especialista em direito de família e presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões (Adfas), Regina Beatriz Tavares da Silva, a validação das mensagens do WhatsApp pode ser utilizada não apenas em casos de divórcios ou comprovação de adultério, mas também casos ainda mais graves.

O WhatsApp é um excelente meio de prova sobre o descumprimento dos deveres do casamento, inclusive quando o descumprimento se refere ao dever de respeito entre os cônjuges, porque quando a relação está conturbada as mensagens muitas vezes são injuriosas, com xingamentos e a utilização de palavras inadequadas a uma relação conjugal

A Itália já divulgou um levantamento oficial que confirma essa tendência, de acordo com a Associação de Advogados Matrimoniais, o aplicativo foi utilizado como prova de traição em 40% dos casos de separação na justiça. E o Facebook também já aparece como evidência em casos de divórcios, segundo pesquisa feita por advogados da Divorce-Online, do Reino Unido, em 2012.

⅓ da população mundial está menos propensa a viajar para o Brasil

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Pesquisa Global Ipsos identificou o impacto de recentes episódios, como desastres naturais, mudanças políticas e ataques terroristas, nos planos de viagens de cidadãos de 25 países para 30 destinos sugeridos. O resultado não é animador para o Brasil: 33% dos entrevistados afirmaram que perderam o interesse em viajar para o Brasil. Apenas um entre cada 10 entrevistados se mostrou firme no desejo.

Brasileiros não demostram grande interesse em sair do país, segundo pesquisa Ipsos
Brasileiros não demostram grande interesse em sair do país, segundo pesquisa Ipsos

os brasileiros não demostram um grande interesse em sair do país. Questionados se pretendem ou não realizar viagens internacionais, 61% disseram que se tornaram menos propícios contra 12% que demonstraram interesse.

No caso específico dos Estados Unidos, 54% dos entrevistados brasileiros declararam que tem baixo interesse em visitar a terra do presidente Donald Trump. O número é muito próximo com o de dois outros países latino-americanos: os entrevistados de México e Argentina com 51% (o mesmo percentual para ambos) também não desejam ir aos Estados Unidos.

54% dos brasileiros declararam ter baixo interesse em viajar aos Estados Unidos
54% dos brasileiros declararam ter baixo interesse em viajar aos Estados Unidos

Apesar deste resultado, os Estados Unidos são um dos destinos preferidos da população mundial no momento ao lado de países como Itália, Canadá, Austrália e Reino Unido. Indianos (48%) e chineses (36%) são os que mais demonstram interesse em visitar os Estados Unidos. Novamente os indianos (37%) e os chineses (34%) são os mais favoráveis a visitarem o Canadá.

A pesquisa ocorreu em 25 países: África do Sul, Alemanha, Arabia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Servia, Suécia e Turquia. Foram entrevistadas 18,05 mil pessoas, sendo adultos de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no Canadá e de 16 e 64 anos nos demais países. A margem de erro é de 3,1%.