Corrupção: brasileiros são a favor de regras firmes contra políticos corruptos

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O que o Brasil mais precisa para superar a atual crise política? Esta é uma das questões que a pesquisa Pulso Brasil de julho de 2017, realizada pela Ipsos, abordou com 1,2 mil entrevistados em em 72 municípios brasileiros. No estudo, três soluções foram apresentadas aos brasileiros: colocar no poder líderes fortes para instituir a ordem, criar regras firmes contra políticos corruptos e aplicar efetivamente as regras já existentes contra corrupção. Comparando todas as ideias entrei si, para a ampla maioria dos brasileiros, a melhor opção é a criação de regras firmes contra políticos corruptos. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

Corrupção: brasileiros são a favor de regras firmes contra políticos corruptos
Corrupção: brasileiros são a favor de regras firmes contra políticos corruptos

Quando confrontando os líderes fortes versus as regras firmes, a porcentagem de favorabilidade de cada proposta é de 25% e 71%, respectivamente.

Já quando questionados se a melhor solução é a criação das regras ou a aplicação efetiva das normas já existentes, os índices de aceitação de cada uma são 67% e 28%, respectivamente.

Apesar das desavenças no apoio partidário, os brasileiros estão em consenso em torno de causas comuns: para 81% o problema do país é o sistema político – independente dos partidos políticos; 88% dos brasileiros afirmam que a população deveria se unir em torno das causas comuns e não brigar defendendo partidos específicos e 84% avaliam que discutir a favor dos partidos políticos só faz com que as pessoas não debatem os reais problemas do Brasil.

O levantamento também mostra que apesar da descrença sobre as mudanças políticas, a maioria (84%) acredita que é possível estabelecer um governo sem corrupção. E 52% não acham que a corrupção brasileira é culpa do povo que elegeu os políticos.

O voto obrigatório também foi questionado: 74% dos participantes são contra a medida. A maioria dos brasileiros (53%) acredita que com o voto sendo opcional a democracia seria fortalecida.

Além disso, o estudo levantou outros temas atuais. Para 86% dos entrevistados a democracia no Brasil não é respeitada. Já 50% consideram a democracia o melhor regime para o país, enquanto 47% avaliam que o tipo de democracia praticada no Brasil não é o melhor para a nação verde amarela.

País do futuro?

Os brasileiros ainda se mostram confiantes na riqueza inerente da nação e que esta riqueza iria emergir com o fim da corrupção. Para 90% dos participantes, o Brasil teria outro nível de desenvolvimento se não fosse os problemas relacionados à corrupção. 89% dos entrevistados também afirmam que o país tem riquezas suficientes para ser uma nação de primeiro mundo.

⅓ da população mundial está menos propensa a viajar para o Brasil

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Pesquisa Global Ipsos identificou o impacto de recentes episódios, como desastres naturais, mudanças políticas e ataques terroristas, nos planos de viagens de cidadãos de 25 países para 30 destinos sugeridos. O resultado não é animador para o Brasil: 33% dos entrevistados afirmaram que perderam o interesse em viajar para o Brasil. Apenas um entre cada 10 entrevistados se mostrou firme no desejo.

Brasileiros não demostram grande interesse em sair do país, segundo pesquisa Ipsos
Brasileiros não demostram grande interesse em sair do país, segundo pesquisa Ipsos

os brasileiros não demostram um grande interesse em sair do país. Questionados se pretendem ou não realizar viagens internacionais, 61% disseram que se tornaram menos propícios contra 12% que demonstraram interesse.

No caso específico dos Estados Unidos, 54% dos entrevistados brasileiros declararam que tem baixo interesse em visitar a terra do presidente Donald Trump. O número é muito próximo com o de dois outros países latino-americanos: os entrevistados de México e Argentina com 51% (o mesmo percentual para ambos) também não desejam ir aos Estados Unidos.

54% dos brasileiros declararam ter baixo interesse em viajar aos Estados Unidos
54% dos brasileiros declararam ter baixo interesse em viajar aos Estados Unidos

Apesar deste resultado, os Estados Unidos são um dos destinos preferidos da população mundial no momento ao lado de países como Itália, Canadá, Austrália e Reino Unido. Indianos (48%) e chineses (36%) são os que mais demonstram interesse em visitar os Estados Unidos. Novamente os indianos (37%) e os chineses (34%) são os mais favoráveis a visitarem o Canadá.

A pesquisa ocorreu em 25 países: África do Sul, Alemanha, Arabia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Servia, Suécia e Turquia. Foram entrevistadas 18,05 mil pessoas, sendo adultos de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no Canadá e de 16 e 64 anos nos demais países. A margem de erro é de 3,1%.

96% dos brasileiros querem que Operação Lava-Jato investigue todos os partidos políticos

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Pesquisa Pulso Brasil de junho de 2017, realizada pela Ipsos, revela que a Operação Lava-Jato ganha cada vez mais a adesão dos brasileiros: para 96% dos entrevistados, as investigações necessitam averiguar todos os partidos políticos e a mesma porcentagem acredita que a operação deve continuar até o fim, custe o que custar.

Entrevistados acreditam que operação deve continuar até o fim, custe o que custar
Entrevistados acreditam que operação deve continuar até o fim, custe o que custar (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Realizada entre os dias 1º e 13 de junho de 2017, a pesquisa Ipsos contou com 1,2 mil entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros. A margem de erro é de 3%.

O estudo assinala ainda que 87% concordam que a operação vai fortalecer a democracia, enquanto 79% acreditam que a Operação Lava-Jato pode ajudar a transformar o Brasil num país mais sério. Além disso, os brasileiros são a favor da operação mesmo que traga mais instabilidade política ou econômica para o país, com 95% e 94%, respectivamente.

Brasileiros acreditam que Operação Lava-Jato fortalece a democracia
Brasileiros acreditam que Operação Lava-Jato fortalece a democracia (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Operação Lava-Jato e o rumo do Brasil

O levantamento aponta que 95% dos entrevistados consideram que o Brasil está no rumo errado, mostrando um acréscimo de dois pontos percentuais em relação ao índice de maio (93%).

A avaliação do governo do presidente Michel Temer também teve uma piora de quatro pontos percentuais comparado ao mês anterior, pois 84% dos brasileiros classificam a gestão Temer como ruim e péssima.

Barômetro político

A pesquisa analisou a atuação de 32 personalidades públicas e políticos. No ranking ‘Barômetro político’, o presidente Michel Temer é o nome mais mal avaliado (93%), seguido por Eduardo Cunha (92%), Aécio Neves (91%) e Renan Calheiros (84%).

Se comparar os números da avaliação dos últimos três ex-presidentes do país, Dilma Rousseff totaliza 82% de rejeição versus 14% de aprovação. Fernando Henrique Cardoso soma 74% de desaprovação contra 12% de aprovação. Já, Luiz Inácio Lula da Silva possui 68% de reprovação e 28% de aprovação.

Considerando os políticos que já disputaram o segundo turno em um pleito presidencial, Aécio Neves é o tucano com maior taxa de rejeição com 91%, alta de 14 pontos percentuais sobre a edição anterior. O político mineiro é seguido por José Serra, com 79% – aumento de nove pontos em relação a maio – e por último, Geraldo Alckmin com 71%, o que representa sete pontos a mais comparado ao último mês.

Marina Silva, da Rede, que vinha numa constante queda do índice de rejeição, em junho, apresenta taxa de desaprovação de 62%.

Por outro lado, o juiz Sérgio Moro, o apresentador da TV Globo Luciano Huck e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa são os nomes melhores avaliados com 63%, 44% e 42% de aceitação, respectivamente

Outras personalidades que foram avaliadas quanto ao índice de desaprovação e aprovação são: Rodrigo Maia (64% e 3%, respectivamente); Romero Jucá (64% e 1%, respectivamente); Romário (59% e 14%, respectivamente); Gilmar Mendes (58% e 4%, respectivamente); Henrique Meirelles (57% e 4%, respectivamente); Marcelo Crivella (56% e 9%, respectivamente); Ciro Gomes (55% e 12%, respectivamente); Jair Bolsonaro (54% e 15%, respectivamente); Paulo Skaf (52% e 5%, respectivamente); João Doria (52% e 16%, respectivamente); Roberto Justus (51% e 19%, respectivamente); Rodrigo Janot (49% e 22%, respectivamente); Tasso Jereissati (48% e 5%, respectivamente); Luciana Genro (47% e 3%, respectivamente); Nelson Jobin (46% e 3%, respectivamente); Ayres Brito (44% e 2%, respectivamente); Deltan Dallagnol (42% e 13%, respectivamente) e Cármen Lúcia (39% e 29% respectivamente).

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