13 Reasons Why: minha análise sobre a série

Publicado em

Mal estreou, a primeira temporada de 13 Reasons Why (Os 13 Porquês no Brasil, 20uk17), série original do Netflix, já causou burburinho entre as redes sociais. Bastante atual, discutindo temas que estão diariamente entre os jovens, não é difícil entender o sucesso tão repentino. E a expectativa era grande, já que ela é adaptada do livro de igual título, de Jay Asher.

Quando tive a ideia de fazer esse texto, não sabia como iniciá-lo, e nem como ele iria terminar. Só quero que seja um desabafo, uma forma de compartilhar com alguém que se interesse um pouco do que está acontecendo.

Faz um bom tempo que perdi o apreço pela vida. E nesse tempo, já pedi socorro várias vezes. Mas não importa o quanto você clama por ajuda, grita, nem quem está mais próximo de você é capaz de te ouvir. E nessa batalha, estou sozinho.

Tudo isso foi desencadeado pela grande carga de estresse que tenho passado, de estar onde não quero mais estar; de fazer o que não quero mais fazer.

O ofício me obriga a lidar diariamente com situações de violência e impunidade, com pressão, sobrecarga, com um horário ingrato e uma rotina desgastante – que, a meu ver, alguém só poderia ser submetido a um breve intervalo de tempo, e eu cumpri por uma jornada profissional de já quase 10 anos.

São coisas com as quais já tentei romper e, atualmente, são a maior amarra para seguir em frente. Mas como disse… nessa, também estou sozinho.

Certa vez, encontrei um artigo sobre depressão, e de todos os sintomas para ela citados no texto, eu tinha – ou tenho – praticamente todos: alteração de peso, distúrbio de sono, apatia, fadiga, dificuldade de concentração, baixa autoestima e pensamentos de suicídio ou morte – o que só não aconteceu por falta de coragem.

Não procurei assistência médica – o que é errado! –, mas à essa altura, acho que pouco importa. Por mais em evidência eles estejam, sempre são julgados por parentes, amigos ou colegas de trabalho como ‘frescura’. É verdade: somos programados para ver somente o que queremos ver.

Esses demônios, os terei que enfrentá-los… sozinho. Espero ter forças para isso.

Se tudo isso me ensinou alguma coisa foi ter a vontade de querer mudar, mesmo que o futuro seja incerto. E ainda quero botar um ponto final em tudo isso.

Se você está passando por algo similar, tenho certeza que já procurou ajuda… mas continue tentando. E se você identificou alguém que esteja passando por isso, não negligencie a situação; ajude.

Não há dinheiro, não há status, não há nada que supere a sensação de viver a vida com qualidade.