Estação espacial chinesa Tiangong 1 está em queda livre, e deve reentrar na Terra em até sete meses

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Nos próximos sete meses, a estação espacial chinesa Tiangong-1 deve se transformar em uma enorme bola de fogo e reentrar na atmosfera da Terra, dando fim a uma longa jornada desde que a agência espacial da China (CNSA) perdeu o controle do equipamento.

Estação espacial chinesa Tiangong 1 está em queda livre, e deve reentrar na Terra em até sete meses
Estação espacial chinesa Tiangong 1 está em queda livre, e deve reentrar na Terra em até sete meses

O ‘palácio celeste’ de 8,5 toneladas está em queda livre: perde 160 metros de altitude a cada dia, viajando a 329 km/h pela órbita da Terra, com, pelo menos, três passagens sobre o Brasil todos os dias.

Os cálculos são do sites especializados Apolo11.com e Satview.org, onde é possível rastrear a Tiangong 1.

Não é possível saber, ainda, o dia e local exato da reentrada, mas acredita-se que ela possa ocorrer entre dezembro de 2017 e abril de 2018.

Grande parte das peças – as compostas de alumínio, por exemplo – da estação espacial chinesa devem se desintegrar na atmosfera, mas alguns dos equipamentos da nave, mais resistentes – compostos por titânio, aço-carbono, aço inox ou berilo –, podem resistir ao calor e cair na região equatorial da Terra.

Em setembro de 2016, a CNSA perdeu contato com a Tiangong-1, e, sem receber sinais de telemetria, não foi mais possível corrigir a trajetória da estação espacial, que está às cegas e em queda livre.

A Tiangong-1 foi lançada em setembro de 2011, e projetada inicialmente para queimar-se na atmosfera em 2013.

A estação espacial chinesa chegou a ser visitada algumas vezes. Na primeira vez, pela nave automática Shenzhou 8, em novembro de 2011; e também pela nave tripulada Shenzhou 9, em junho de 2012, levando a taikonauta Liu Yang, a primeira mulher chinesa a explorar no espaço.