Congresso Nacional custa R$ 1,16 milhão por hora para o cidadão brasileiro

Publicado em

Cálculos da organização não governamental (ONG) Contas Abertas mostram que o Poder Legislativo no Brasil custa ao cidadão brasileiro R$ 1,16 milhão por hora, ao longo dos 365 dias do ano. Os custos do nosso Congresso Nacional incluem fins de semana, recessos e até as segundas e sextas-feiras, quando os políticos deixam a capital federal, Brasília, para fazer política em suas bases eleitorais.

Levantamento sobre custo do Congresso Nacional é da ONG Contas Abertas, e comprova: nossos políticos são os mais bem pagos da América Latina
Levantamento sobre custo do Congresso Nacional é da ONG Contas Abertas, e comprova: nossos políticos são os mais bem pagos da América Latina

Gil Castello Branco, presidente da ONG Contas Abertas, lembra que o cálculo leva em consideração não só o custo dos congressistas em si, mas de toda a máquina.

As pessoas ficam muito restritas a quanto custa um parlamentar em si, com todas as suas mordomias. Isso custa caro, sim. Mas o Congresso tem uma estrutura muito maior que isso que consome recursos públicos, dificultando ainda mais o equilíbrio no orçamento

Cada deputado federal, segundo o levantamento, recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil, um valor superior ao do próprio presidente da República, Michel Temer – que, nas próximas semanas, vai ser seu destino definido pelo Congresso Nacional –, e seus ministros, que ganham R$ 30,9 mil mensais.

Nossos políticos, de acordo com diversos levantamentos de organizações e publicações estrangeiras, são os mais bem pagos da América Latina, seguidos por Chile, Colômbia e México.

Na soma, todos os benefícios indiretos que eles têm, como verba de gabinete, cota de passagens para seus destinos eleitorais e reembolso com despesas de saúde, e o valor aumenta para números estratosféricos: juntos, os 513 deputados custam, em média, R$ 86 milhões ao mês, custo anual de R$ 1 bilhão.

65% dos brasileiros não têm reserva financeira

Publicado em

65% dos brasileiros não possuem qualquer reserva financeira: em março de 2017, 76% dos consumidores não conseguiram poupar, contra 19% que conseguiram guardar dinheiro. Os dados são do Indicador de Reserva Financeira, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado nessa semana.

Pelo menos 76% dos consumidores não conseguiram poupar em março de 2017, mostra indicador
Pelo menos 76% dos consumidores não conseguiram poupar em março de 2017, mostra indicador

Para a pesquisa, foram considerados 800 casos de pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Observando os dados por classe de renda, a proporção de poupadores foi maior nas classes A e B do que nas classes C, D e E. No primeiro caso, 37% pouparam, ante 60% que não pouparam. Já entre aqueles com menor renda, 13% pouparam, ante 80% que não reservaram nenhuma quantia. Apesar da diferença, em ambas as classes a maioria não poupou em março.

O baixo número de poupadores tem relação direta com a crise econômica, que potencializa a falta de cultura de poupar, segundo a análise da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O desafio de boa parte das famílias é superar a queda da renda decorrente do aumento do desemprego e do avanço recente da inflação, que corroeu o poder de compra do consumidor

Em média, aqueles que conseguiram poupar guardaram R$ 502 em março – um total de R$ 14,2 bilhões poupados no mês.

64% dos que poupam escolhem a poupança como destino da reserva financeira

O indicador ainda mostra que, em março, entre aqueles que possuem reserva financeira, mais da metade (55%) fizeram uso dos recursos poupados. Os principais motivos foram o pagamento de contas da casa (13%), imprevistos (11%), despesas extras (9%), viajar (4%) e comprar uma casa ou apartamento (4%).

Considerando o destino dos rendimentos, 64% escolhem a caderneta de poupança. Em segundo lugar, 20% dos entrevistados decidem manter o dinheiro guardado na própria casa. Em seguida, aparecem os fundos de investimento (10%); a Previdência Privada (7%); o CDB (6%); e o Tesouro Direto (4%).

Segundo a economista, a escolha da modalidade deve sempre levar em conta o propósito da reserva.

Se o objetivo é de longo prazo, o poupador deve buscar o melhor rendimento. Essa busca implica, muitas vezes, disciplina e um esforço de pesquisa dos melhores tipos de investimentos existentes mas pode levar a escolhas melhores. Já se o objetivo é constituir uma reserva contra imprevistos, será mais conveniente optar por um investimento com maior liquidez, isto é, mais facilidade de saque, como a poupança e os CDBs sem carência, por exemplo

Apenas 14% poupam pensando na aposentadoria

Entre os consumidores que não pouparam em março, a principal justificativa foi a renda baixa, mencionada por 44% dos entrevistados. Os imprevistos também se destacaram, citados por 16% e outros 13% disseram estar sem renda no momento. Além destes motivos, 9% citaram o fato de não conseguirem controlar os gastos e 6% a falta de disciplina.

Se o consumidor ganha pouco, não é preciso guardar muito. O importante é criar o hábito de poupar. É isso que faz toda a diferença, pois afasta o mau hábito de gastar além do orçamento e constitui uma reserva financeira contra imprevistos

Já entre os entrevistados que conseguiram poupar, a maior parte (37%) se diz motivada por imprevistos como doenças, mortes e problemas diversos. Há também 31% que falam em garantir um futuro melhor para a família e 22% que pretendem reformar ou quitar um imóvel. A preocupação com a aposentadoria não é algo que se destaca, citada somente por 14% dos que pouparam.

Há uma priorização da realização dos planos de consumo na comparação com o preparo para a aposentadoria, mas não se deve negligenciar esse último objetivo: a boa prática financeira recomenda que se faça uma reserva para imprevistos, incluindo aí a contingência do desemprego, para a realização de sonho de consumo e outra para o longo prazo, para a aposentadoria

O indicador calcula a poupança do brasileiro baseada no dinheiro guardado no mês anterior à pesquisa, que abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém, que somam, aproximadamente, 80% da população residente nas capitais.

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.
Cora Coralina

No espírito do que pregam as palavras da poetisa goiana Cora Coralina, começo 2017 caminhando e semeando. Estou em pleno coração do cerrado brasileiro, renovando as energias. Por isso, me impus um breve recesso no MauricioAraya.com.br.

Um recorte dessa ‘caminhada’ vocês podem acompanhar em meu perfil no Instagram (@mauricioaraya), em registros e filtros espetaculares.

Na segunda metade de janeiro estou de volta, a todo vapor. Desejo a todos vocês, meus leitores, ótimo 2017!

Vamos viajar pelo Brasil?

Publicado em

Uma pesquisa realizada em junho pelo Ministério do Turismo registrou o melhor índice de intenção de viagem para destinos nacionais dos últimos quatro anos, em comparação aos resultados anteriores. De acordo com a pesquisa Sondagem do Consumidor, 73,3% dos entrevistados que pretendem fazer pelo menos uma viagem até dezembro deve optar por visitar alguma cidade turística dentro do Brasil. O Nordeste e o Sudeste são as regiões preferidas para 43,2% e 26,2% dos entrevistados, respectivamente.

Para o levantamento, foram entrevistados 2 mil pessoas em sete capitais que, juntas, representam cerca de 70% do fluxo turístico do país: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O último recorde havia sido registrado em junho de 2011 (74,9%).

7º Prêmio Sebrae de Jornalismo

Publicado em

Quem me acompanha no MauricioAraya.com.br e nas redes sociais sabe que estive, nesta semana, em Brasília para participar da cerimônia nacional do 7º Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ). Na etapa maranhense, venci na categoria Webjornalismo com a reportagem

Franquias apostam em novos públicos e segmentos, para o portal Imirante.com; assim como os jornalistas Ribamar Cunha (O Estado do Maranhão, Impresso) e Sebastião Borges Jr. (Universidade FM, Rádio).

image

Para mostrar os bastidores da premiação, produzi um vídeo mostrando um pouco da festa que reuniu jornalistas de todo o Brasil na sede nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na Asa Sul. 

A cerimônia foi apresentada pelo jornalista Chico Pinheiro, âncora do Bom Dia Brasil.

O grande prêmio foi para a equipe da TV Globo do Rio de Janeiro, com a série Tive uma ideia, destaque no programa Fantástico. Ao todo, foram 1,3 mil trabalhos inscritos em todo o país. O PSJ reconhece as melhores reportagens e imagens nas categorias Impresso, Rádio, TV, Webjornalismo e Imagem Jornalística.