Nascer da Lua visto da estação espacial internacional

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O nascer e pôr da Lua e do Sol são espetáculos contemplados por todos, certamente. Agora, se já é magnífico poder ver o ciclo dos astros passando pelos horizontes, imagine ter a Terra como horizonte e observar esses espetáculos de uma posição privilegiada.

Nascer da Lua visto da estação espacial internacional
Nascer da Lua visto da estação espacial internacional (Foto: Nasa)

De seu ponto de vista na baixa órbita terrestre, a bordo da estação espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), o astronauta Randy Bresnik, da Nasa, a agência espacial americana, apontou sua câmera para o satélite natural da Terra, e captou o nascer da Lua crescente em pleno espaço (clique na imagem acima para ver em alta qualidade).

A imagem foi registrada no último dia 3 de agosto de 2017.


Esperando o momento do eclipse solar do próximo dia 21 de agosto, Bresnik declarou no Twitter: “A próxima Lua cheia marca o #Eclipse2017. Nós estaremos assistindo da @Space_Station”.

Em imagens incríveis, sonda Juno, da Nasa, revela cores e texturas de Júpiter

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Lançada em agosto de 2011, de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, a sonda Juno, da Nasa – a agência espacial americana –, tem enviado imagens incríveis, que vão permitir aos cientistas compreender mais sobre o maior planeta do Sistema Solar, Júpiter.

Ilustração retrata sonda Juno, da Nasa, sobre o polo-sul de Júpiter
Ilustração retrata sonda Juno, da Nasa, sobre o polo sul de Júpiter (Arte: Nasa/JPL-Caltech)

As imagens mais recentes enviadas pela sonda Juno mostram um ângulo inédito da Grande Mancha Vermelha, uma enorme tempestade – a maior existente no Sistema Solar –, oval e anticiclônica, característica do planeta. Sua largura, de 16,3 mil km, poderia cobrir completamente a Terra, sendo 1,3 vezes maior que o nosso planeta. E ela já foi maior, suficiente para caber duas Terras.

Medindo 16,3 mil km, Grande Mancha Vermelha é 1,3 vezes maior que o planeta Terra
Medindo 16,3 mil km, Grande Mancha Vermelha é 1,3 vezes maior que o planeta Terra (Arte: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Christopher Go)

Por meio de instrumentos científicos da sonda Juno e da JunoCam, os cientistas coletam dados e captam imagens espetaculares do planeta. No caso da Grande Mancha Vermelha, elas revelam um emaranhado de nuvens que formam o mais icônico ‘habitante’ de Júpiter, que existe, possivelmente há mais de 350 anos.

Diversas sondas enviadas pela Nasa – entre elas Voyager, Galileo, New Horizons e Cassini, e até do próprio telescópio Hubble – já fizeram imagens do planeta, mas a Juno permitirá conhecer melhor a atmosfera de Júpiter. Acredita-se, por exemplo, que a cor da Grande Mancha Vermelha se dá pela presença de moléculas orgânicas complexas e fósforo vermelho. Os ventos, dentro da tempestade, podem chegar a 600 km/h – clique nas imagens abaixo para vê-las em alta definição.

Imagem da Grande Mancha Vermelha, captada no dia 10 de julho de 2017, foi feita no sétimo voo rasante da sonda Juno em Júpiter
Imagem da Grande Mancha Vermelha, captada no dia 10 de julho de 2017, foi feita no sétimo voo rasante da sonda Juno em Júpiter (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin Gill)
Imagem da Grande Mancha Vermelha, captada no dia 10 de julho de 2017, foi feita no sétimo voo rasante da sonda Juno em Júpiter
Imagem da Grande Mancha Vermelha, captada no dia 10 de julho de 2017, foi feita no sétimo voo rasante da sonda Juno em Júpiter (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt)

Scott Bolton, do Southwest Research Institute (SwRI) e principal pesquisador da missão Juno, comemora a possibilidade de complementar o monitoramento feito pela comunidade científica desde 1830.

Por centenas de anos, os cientistas observaram, imaginando e teorizando sobre a Grande Mancha Vermelha. Agora, temos as melhores fotos dessa tempestade icônica. Isso nos levará algum tempo para analisar todos os dados, não só da JunoCam, mas dos oito instrumentos científicos de Juno, para lançar novas luzes sobre o passado, presente e futuro da Grande Mancha Vermelha

As imagens publicadas esta semana foram feitas a uma distância de 3,5 mil km acima das nuvens do planeta, fazendo rasantes de até 9 mil km acima das nuvens da Grande Mancha Vermelha.

Veja algumas das imagens mais incríveis enviadas pela sonda Juno (clique em cada uma delas para ver em alta definição):

Imagens captadas em maio de 2017 mostram três das tempestades ovais brancas, conhecidas como String of Pearls
Imagens captadas em maio de 2017 mostram três das tempestades ovais brancas, conhecidas como String of Pearls (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt /Seán Doran)
Registro feito com a JunoCam mostra polo sul de Júpiter
Registro feito com a JunoCam mostra polo sul de Júpiter (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Gabriel Fiset)
Nuvens na zona tropical do sul de Júpiter, compostas provavelmente por água e gelo amoníaco
Nuvens na zona tropical do sul de Júpiter, compostas provavelmente por água e gelo amoníaco (Foto: Nasa/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt/Seán Doran)
Imagem registrada no terceiro voo fechado em Júpiter, que mostra Pérola, uma das oito tempestades rotativas maciças a 40 graus de latitude sul do planeta
Imagem registrada no terceiro voo fechado em Júpiter, que mostra Pérola, uma das oito tempestades rotativas maciças a 40 graus de latitude sul do planeta (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Eric Jorgensen)
Sonda Juno faz estudo da atmosfera de Júpiter
Sonda Juno faz estudo da atmosfera de Júpiter (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Roman Tkachenko)
Registro do polo sul de Júpiter, e sua turbulenta atmosfera
Registro do polo sul de Júpiter, e sua turbulenta atmosfera (Foto: Nasa/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Jason Major)
Visão das nuvens brilhantes da zona tropical sul do planeta Júpiter
Visão das nuvens brilhantes da zona tropical sul do planeta Júpiter (Foto: Nasa/SwRI/MSSS/Gerald Eichstädt/Seán Doran)

O próximo passeio da sonda Juno pela atmosfera de Júpiter deve ocorrer em 1º de setembro.