quarta-feira, outubro 18, 2017
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Cyberbullying: entenda o que é e como enfrentar com seu filho

Cyberbullying: entenda o que é e como enfrentar com seu filho

Conciliar a correria diária com a atenção necessária aos filhos, principalmente crianças e adolescentes, é um desafio para os pais neste mundo conectado. Num piscar de olhos, um post, comentário ou imagem publicada nas redes sociais pode causar grande constrangimento e repercussão.

Aqueles que acompanham a navegação e os posts dos seus filhos nas redes e nos aplicativos de mensagem instantânea no celular sabem que é comum encontrar comentários depreciativos, onde jovens de diferentes idades expõem o outro em busca de destaque e aceitação.

Em geral, as postagens criticam alguma característica física, condição social, comportamento, entre tantos outros temas comuns no convívio entre eles. É o cyberbullying. Uma iniciativa da operadora de telefonia Vivo aborda o tema para promover o diálogo sobre o melhor uso das tecnologias.

O alcance e a velocidade com que as publicações se propagam nas redes, capazes de reproduzir milhões de posts por segundo, potencializam o problema, como aponta a advogada Lia Calegari da Cunha, que atua em escritório especializado em direito digital e atende casos de cyberbullying.

No ambiente virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento do bullying ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo
Lia Calegari da Cunha, advogada especialista em direito digital

Lia faz um alerta: “o cyberbullying é uma violência como qualquer outra e deve ser combatida sempre que ocorrer, principalmente por estar ligada diretamente à saúde mental das vítimas, que, se não for protegida, pode trazer sérios danos”.

Como identificar se o seu filho está praticando ou sofrendo cyberbullying e como agir diante da descoberta

Participe e monitore a utilização da internet por crianças e adolescentes: isso não significa apenas o bloqueio do acesso a sites inapropriados, mas sim introduzir, no âmbito familiar, discussões permanentes sobre a utilização da internet e seu impacto no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das pessoas;

Busque informações sobre o processo de evolução escolar dos jovens, não só avaliando sua capacidade de aprender, como também o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao convívio social;

Pergunte diretamente ao seu filho se ele se sente bem na escola, se tem amigos, se testemunha ou se é alvo ou autor de agressões físicas ou morais;

Fique atento às manifestações como hiperatividade, deficit de atenção, desordem de conduta, dificuldades de aprendizado e agressividade: estes fatores podem ser frequentemente encontrados nos autores de agressões;

Os sintomas mais frequentes nas vítimas são a passividade quanto às agressões sofridas, um círculo restrito de amizades, baixa autoestima, baixo rendimento escolar, medo e simulação de doenças com o interesse de não comparecer mais às aulas, além da insegurança e baixa sociabilidade;

Busque avaliação psiquiátrica e psicológica: ela pode ser necessária e deve ser garantida nos casos em que os jovens apresentem alterações de personalidade, intensa agressividade, distúrbios de conduta ou apresentem algum dos sintomas citados. A ajuda permite que o jovem controle sua irritabilidade, expresse sua raiva e frustração de forma apropriada e para que seja responsável por suas ações e aceite as consequências de seus atos;

No caso das vítimas, a ajuda psicológica é essencial para orientar sobre medidas de proteção a serem adotadas, como aprender a ignorar os apelidos, fazer amizades com colegas não agressivos, evitar locais de maior risco e criar coragem para informar aos pais, ao professor ou funcionário sobre o bullying sofrido;

Nos casos mais graves, busque auxílio jurídico: apesar de não haver leis específicas que prevejam sua prática, o cyberbullying nada mais é do que crime contra a honra praticado em meio virtual. Em grande parte, o autor é obrigado, além de retirar o conteúdo da web, a indenizar a vítima e a se redimir publicamente;

Além das medidas judiciais, onde os pais da criança agressora respondem em nome da mesma, é possível tomar medidas em conjunto, envolvendo a criança agressora, a vítima, os pais e os representantes da escola, como realização de trabalhos voluntários e presença em palestras comportamentais;

Informe-se: no site da iniciativa, é possível encontrar dicas e orientações de especialistas para viver melhor as possibilidades do mundo digital sem transtornos.

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br

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