quarta-feira, outubro 18, 2017
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10 estratégias para ajudar crianças com TDAH na escola

10 estratégias para ajudar crianças com TDAH na escola

O canto dos passáros, o bate-papo dos colegas, o barulho do relógio… tudo é motivo para distrair uma criança com transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na sala de aula. Ensinar crianças que apresentam o transtorno requer muita paciência, criatividade e conhecimentos sobre o TDAH.

Segundo a neuropsicopedagoga e parceira da NeuroKinder, Viviani Zumpano, o comportamento de um aluno com TDAH pode ser desafiador na sala de aula.

“Estudantes com TDAH costumam ter notas baixas e, muitas vezes, são repreendidos e punidos, o que pode levar à baixa autoestima e aversão à escola. O professor precisa entender que o aluno tem potencial para aprender, mas os métodos precisam ser adaptados para o funcionamento de quem tem TDAH.”, afirma.

Para a especialista, o princípio básico para ensinar crianças com TDAH começa a partir de três pontos: acomodação, instrução e intervenção.

“O primeiro diz respeito ao que o professor pode fazer para facilitar a aprendizagem. O segundo é sobre os métodos que o professor usa para ensinar e o terceiro são os meios de reduzir os comportamentos que perturbam a concentração e distraem os outros alunos. Mas, é sempre bom lembrar que a atitude positiva do educador é crucial”, diz Viviani.

Para entender melhor, veja uma lista com 10 itens que podem ajudar os professores a extrair o potencial de crianças e adolescentes com TDAH:

Lugar estratégico: acomode o aluno longe de distrações (como janelas/portas). Escolha lugares perto de outros alunos que possam dar bons exemplos e até ajudá-lo. O lugar também deve ser próximo da mesa do professor;

Informações claras: seja sempre muito claro sobre as tarefas, tanto as de sala de aula quanto as lições de casa. Dê prazos e estabeleça regras;

Abuse de recursos: use gráficos, planilhas, imagens, listas e cores diferentes para ensinar as matérias;

Por partes: como a concentração e atenção são afetadas no TDAH, procure dividir as atividades em blocos. Procure passar uma instrução por vez, de preferência fazendo contato visual;

Combine sinais com o aluno: crie sinais para se comunicar com o aluno sobre os comportamentos esperados, pro exemplo, prestar atenção na matéria, fazer a tarefa proposta, etc. Pode ser um sinal com a mão, um toque no ombro, etc. Se precisar chamar a atenção, faça isso em particular, jamais na frente dos outros alunos. Caso o comportamento não esteja afetando os outros alunos, procure ignorar;

Adequação das avaliações: se for possível, dê provas e testes desmembrados e com poucas questões. Evite questões com mais de um item. Alunos com TDAH tendem a responder somente o primeiro item. Além disso, o ideal é que esses alunos tenham pelo menos 50% de tempo a mais para fazer as provas. Substituir as provas por trabalhos também pode ser uma opção:

Reforço positivo: quando o aluno completar uma tarefa/lição proposta elogie pontualmente. O reforço positivo é fundamental para quem tem TDAH;

Organização: ajude o aluno a organizar os materiais das aulas, separando as matérias em pastas/cadernos diferentes;

Exponha-o somente no momento certo: evite fazer ‘chamada oral’ com esse aluno quando ele não está prestando atenção, pois ter que responder uma questão publicamente pode deixá-lo nervoso;

Relação com os pais: mantenha um canal de comunicação diário com os pais. O acompanhamento do TDAH envolve pais, educadores e profissionais de saúde. Todos precisam se unir para ajudar o aluno em todos os aspectos.

10 estratégias para ajudar crianças com TDAH na escola
Comportamento de um aluno com TDAH pode ser desafiador na sala de aula, mas métodos precisam ser adaptados para funcionamento de quem tem o transtorno

“Toda criança tem o direito de aprender e vivenciar da melhor maneira possível seus anos escolares. O TDAH é desafiador, mas há estratégias que podem ser aplicadas no dia a dia e que irão facilitar muito o aprendizado. O que importa é ter em mente que, em muitos casos, o ensino precisará ser individualizado para que o aluno consiga vencer suas dificuldades e desenvolver seu potencial”, conclui Viviani.

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br

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