O câncer do pulmão está ganhando, cada vez mais, os holofotes: o tumor corresponde a 13,5% de todos os tipos de câncer, e já representa o segundo tipo mais frequente, superado apenas pelo de mama e de próstata.

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Extraordinariamente danoso à saúde, por conter cerca de 70 substâncias cancerígenas, o cigarro é o principal fator de risco que leva ao câncer. Fumantes apresentam 30% mais chances de desenvolver, ao menos, 14 tipos diferentes de tumor maligno, sendo que mais de 90% deles são por câncer de pulmão.

No Brasil, as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que, ainda neste ano, 10,89 mil mulheres e 17,33 mil homens terão o tumor.

Diante deste cenário, inúmeras campanhas de conscientização vêm sendo realizadas ao longo dos anos no Brasil e no mundo. Para reforçar e conscientizar a população sobre os danos causados pelo cigarro, neste 29 de agosto, onde se comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) alerta para o aumento da incidência e para os cuidados preventivos.

O fumante é exposto com frequência a mais de quatro mil substâncias tóxicas, muitas delas altamente cancerígenas. Políticas de prevenção e programas de cessação do tabagismo são medidas capazes de reduzir muito a incidência de câncer

Robson Moura, cancerologista e presidente da SBC

Assintomático

O câncer de pulmão não costuma apresentar sintomas. E é aí que está o problema.

A maioria dos pacientes só recebe o diagnóstico positivo para o câncer quando a doença está em estágio avançado. A chance de cura é menor, com apenas 10% a 15% dos pacientes vivos em cinco anos

Nesta fase, dependendo do subtipo do tumor, os sintomas podem variar entre tosse seca com presença de sangue, falta de ar, dor torácica e pneumonia.

Exames como a tomografia computadorizada, sem o uso de contraste e com baixas doses de radiação, devem ser realizados anualmente para rastreamento da doença. A indicação vale para um grupo específico de pacientes.

Indivíduos que fumaram um maço diário nos últimos 12 anos, ou que ainda sejam fumantes, com idade entre 55 e 74 anos; histórico de câncer prévio ou de câncer de pulmão na família; presença de doença pulmonar associada, entre outros

Benefícios para quem dá fim ao vício são diversos
Benefícios para quem dá fim ao vício são diversos

Benefícios em parar de fumar:
Após 20 minutos a pressão já normalizou;
Em 2 horas já não há mais nicotina circulando no sangue;
Entre 12 e 24 horas os pulmões já funcionam melhor;
Após 1 ano o risco de morte por infarto cai pela metade;
Entre 5 e 10 anos o risco de infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.oses de radiação, devem ser realizados anualmente para rastreamento da doença. A indicação vale para um grupo específico de pacientes.

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