96% dos brasileiros querem que Operação Lava-Jato investigue todos os partidos políticos

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Pesquisa Pulso Brasil de junho de 2017, realizada pela Ipsos, revela que a Operação Lava-Jato ganha cada vez mais a adesão dos brasileiros: para 96% dos entrevistados, as investigações necessitam averiguar todos os partidos políticos e a mesma porcentagem acredita que a operação deve continuar até o fim, custe o que custar.

Entrevistados acreditam que operação deve continuar até o fim, custe o que custar
Entrevistados acreditam que operação deve continuar até o fim, custe o que custar (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Realizada entre os dias 1º e 13 de junho de 2017, a pesquisa Ipsos contou com 1,2 mil entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros. A margem de erro é de 3%.


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O estudo assinala ainda que 87% concordam que a operação vai fortalecer a democracia, enquanto 79% acreditam que a Operação Lava-Jato pode ajudar a transformar o Brasil num país mais sério. Além disso, os brasileiros são a favor da operação mesmo que traga mais instabilidade política ou econômica para o país, com 95% e 94%, respectivamente.

Brasileiros acreditam que Operação Lava-Jato fortalece a democracia
Brasileiros acreditam que Operação Lava-Jato fortalece a democracia (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Operação Lava-Jato e o rumo do Brasil

O levantamento aponta que 95% dos entrevistados consideram que o Brasil está no rumo errado, mostrando um acréscimo de dois pontos percentuais em relação ao índice de maio (93%).

A avaliação do governo do presidente Michel Temer também teve uma piora de quatro pontos percentuais comparado ao mês anterior, pois 84% dos brasileiros classificam a gestão Temer como ruim e péssima.

Barômetro político

A pesquisa analisou a atuação de 32 personalidades públicas e políticos. No ranking ‘Barômetro político’, o presidente Michel Temer é o nome mais mal avaliado (93%), seguido por Eduardo Cunha (92%), Aécio Neves (91%) e Renan Calheiros (84%).

Se comparar os números da avaliação dos últimos três ex-presidentes do país, Dilma Rousseff totaliza 82% de rejeição versus 14% de aprovação. Fernando Henrique Cardoso soma 74% de desaprovação contra 12% de aprovação. Já, Luiz Inácio Lula da Silva possui 68% de reprovação e 28% de aprovação.

Considerando os políticos que já disputaram o segundo turno em um pleito presidencial, Aécio Neves é o tucano com maior taxa de rejeição com 91%, alta de 14 pontos percentuais sobre a edição anterior. O político mineiro é seguido por José Serra, com 79% – aumento de nove pontos em relação a maio – e por último, Geraldo Alckmin com 71%, o que representa sete pontos a mais comparado ao último mês.

Marina Silva, da Rede, que vinha numa constante queda do índice de rejeição, em junho, apresenta taxa de desaprovação de 62%.

Por outro lado, o juiz Sérgio Moro, o apresentador da TV Globo Luciano Huck e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa são os nomes melhores avaliados com 63%, 44% e 42% de aceitação, respectivamente

Outras personalidades que foram avaliadas quanto ao índice de desaprovação e aprovação são: Rodrigo Maia (64% e 3%, respectivamente); Romero Jucá (64% e 1%, respectivamente); Romário (59% e 14%, respectivamente); Gilmar Mendes (58% e 4%, respectivamente); Henrique Meirelles (57% e 4%, respectivamente); Marcelo Crivella (56% e 9%, respectivamente); Ciro Gomes (55% e 12%, respectivamente); Jair Bolsonaro (54% e 15%, respectivamente); Paulo Skaf (52% e 5%, respectivamente); João Doria (52% e 16%, respectivamente); Roberto Justus (51% e 19%, respectivamente); Rodrigo Janot (49% e 22%, respectivamente); Tasso Jereissati (48% e 5%, respectivamente); Luciana Genro (47% e 3%, respectivamente); Nelson Jobin (46% e 3%, respectivamente); Ayres Brito (44% e 2%, respectivamente); Deltan Dallagnol (42% e 13%, respectivamente) e Cármen Lúcia (39% e 29% respectivamente).

Leia mais sobre Política no Blog do Maurício Araya:

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Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo

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