Cinquenta Tons Mais Escuros: minha análise sobre o filme

‘Ahhh’; ‘Uhhh’… mesmo que você não goste do gênero, assistir a um filme como Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker, 2017), com uma plateia tão ‘devota’, se torna bastante divertido com tantos suspiros a cada cena. Afinal, ele foi feito sob medida para elas. Cinquenta Tons Mais Escuros entrou em cartaz nesta semana nos cinemas de todo o Brasil. Fui assistir, e essa é minha análise sobre o filme.

Entendendo o significado de amor, Christian busca reconquistar Anastasia

Entendendo o amor, Grey
busca reconquistar Ana

Cinquenta Tons Mais Escuros é a tão aguardada sequência de Cinquenta Tons de Cinza, da obra de E. L. James. O segundo filme da trilogia é uma viagem ao passado do jovem e poderoso Christian Grey (Jamie Dornan) – enfim com cara de homem, e não de menino –, e traz respostas sobre as características de sua personalidade.

Depois do afastamento de Anastasia Steele (Dakota Johnson), acontecido já em Cinquenta Tons de Cinza, Christian quer reconquistá-la. Mas o papel de dominante, agora, é de Anastasia, que impõe suas condições.

Difícil não comparar as duas peças: em 2015, comentei que Cinquenta Tons de Cinza parecia mais com ‘um novo Crepúsculo’, dado ao fato de nos fazer ‘imaginar que o enredo segue uma fórmula da fábula infantil: a sensação de perseguir o inalcançável – assim como Bella, de Crepúsculo, almeja um amor com todas as complexidades de um ser imortal’.

Mais ‘amadurecido’, Cinquenta Tons Mais Escuros realmente parece ter mais a mão de E. L. James no comando da produção. A linguagem praticamente grosseira foi substituída por uma sofisticação maior dos diálogos, algo que eu também já havia comentado em 2015.

Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta maior sofisticação

Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta maior sofisticação

Algumas características foram, por bem, preservadas, como fotografia impecável – aprimorada após Cinquenta Tons de Cinza – e novos arranjos dados a hits conhecidos – como Crazy In Love, consagrada na voz de Beyoncé, e desta vez regravada por Miguel.

Só faltou apreço pela continuidade; em dois pontos do filme, encontrei falhas. O corte de algumas cenas que estavam nos trailers de Cinquenta Tons Mais Escuros, acho eu, podem explicar a ocorrência delas.

Cinquenta Tons Mais Escuros tem dramalhão digno de novela mexicana

Bella Heathcote é Leila em Cinquenta Tons Mais Escuros

Bella Heathcote é Leila em
Cinquenta Tons Mais Escuros

Mais romântico e mais denso, Cinquenta Tons Mais Escuros apresenta, também, ‘vilões’ à sequencia: Leila (Bella Heathcote) – antiga submissa, que, agora perturbada, tem como missão separar Christian e Anastasia –, Elena Lincoln (Kim Basinger) – a sádica amiga da mãe adotiva de Christian que o inicia na prática, inconformada com a união de Grey e Ana – e Jack Hyde (Eric Johnson) – chefe de Anastasia, que tem a vida destruída por Christian após flertar com Ana.

Acredito que, na tentativa de encurtar o enredo, o resultado foi um tanto embaraçoso. Uma forma de atacar diversas frentes ao mesmo tempo, sem diluir a quantidade de informação no tempo certo durante a sequência.

Já o toque dramalhão de algumas cenas nos dá a sensação de estar diante de uma verdadeira ‘novela mexicana’, ao clássico estilo ‘tiro, porrada e bomba’.

Ainda assim, Cinquenta Tons Mais Escuros convence, e cria expectativa para Cinquenta Tons de Liberdade, previsto para fevereiro de 2018.

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