Assassin’s Creed: minha análise sobre o filme

Demorei para conseguir assistir, mas finalmente pude contemplar Assassin’s Creed (2017) no cinema. Deixo, em minha análise, algumas das impressões.

É redundante, mas preciso dizer – caso você ainda não saiba – que Assassin’s Creed surgiu do mundo dos jogos eletrônicos. Exatamente por isso, certamente você já tenha lido ou ouvido tantas críticas ou elogios radicais sobre o filme. Agradar a um público tão apaixonado é tarefa complexa. Mas também por esse motivo é possível entender o enredo.

Sentenciado, Callum escapa da morte para experimentar uma viagem por memórias escondidas

Sentenciado, Callum escapa da morte para experimentar uma viagem por memórias escondidas

Callum Lynch (Michael Fassbender) é protagonista de Assassin’s Creed, e devo dizer que gostei da introdução sobre sua história. Em poucos minutos, o espectador já está embebido no roteiro.

Callum é um prisioneiro, sentenciado à morte por homicídio. E logo de início, Michael Fassbender encanta no personagem, transmitindo a quase que real angústia de quem está prestes a receber a injeção letal.

Assassinos x Templários

No entanto, ele é salvo por uma misteriosa seita, liderada pelos doutores Alan Rikkin (Jeremy Irons) e Sophia Rikkin (Marion Cotillard), que buscam a ‘cura para a violência’ do mundo. Por meio de uma nova tecnologia de imersão, de realidade virtual – capaz de deixar qualquer gamer alucinado –, eles resgatam a memória genética de pessoas como Callum em busca de um objeto, a Maçã do Eden – que contém a resposta para o fim da violência no mundo.

Imerso em um mundo secreto, guardado em sua mente após várias encarnações, Callum experimenta estar na pele de Aguilar, seu ancestral associado ao grupo que trabalha às ‘sombras para servir a luz’, o Credo dos Assassinos. O cenário é a Inquisição Espanhola, ou Tribunal do Santo Ofício, do Século XV. A missão: localizar a peça sagrada, em uma furiosa guerra contra os Templários. E o que não falta é ação. Para quem curte esse tipo de ambientação, todos esses elementos resultam em uma combinação perfeita.

Com Michael Fassbender na pele de Aguilar, não falta ação em Assassin’s Creed

Com Michael Fassbender na pele de Aguilar, não falta ação em Assassin’s Creed

Acertos de Assassin’s Creed

Assassin’s Creed acerta no equilíbrio entre fantasia e realidade, e, sobretudo, no tom poético dada à trajetória de seu protagonista – sempre acompanhado de uma fiel e observadora escudeira. Além disso, traz uma profunda reflexão sobre a origem da violência, e demonstra que ela está na essência de cada indivíduo predisposto a ela.

Certamente, Assassin’s Creed será um dos maiores êxitos de 2017, e cria o ambiente perfeito para sua continuação prevista para estrear em 2019.

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