A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (25), na cidade de Rosário – a 75 km de distância de São Luís –, a uma operação com objetivo de combater a caça ilegal em Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas), utilizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para quarentena, triagem e reabilitação de animais apreendidos para retorno à natureza. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

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Trinta agentes federais participaram da Operação Asas, em trabalho conjunto com servidores do Ibama. Durante a operação, armas de fogo sem autorização legal e animais silvestres em cativeiro, como pássaros e tartarugas, foram apreendidos. Os suspeitos responderão pelo Art. 12 da Lei nº 12.830/06 e Art. 29 da Lei nº 9.605/98.

Armas e animais foram apreendidos por agentes da Polícia Federal
Armas e animais foram apreendidos por agentes da Polícia Federal

Maranhão é rota do tráfico de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres é por muitos considerado a terceira atividade criminosa com maior movimentação financeira, atrás somente do tráfico de drogas e o comércio ilícito de armas e munições, que movimenta cerca de US$ 10 bilhões por ano em todo o mundo, segundo estimativa da organização não governamental (ONG) WWF Brasil.

A principal rota do tráfico de animais silvestres no Brasil começa nas regiões Norte e Nordeste, com a retirada de espécies da natureza, e segue até o grande mercado consumidor da fauna no país, a região Sudeste. Do Maranhão, saem principalmente aves silvestres.

Maranhão é rota de tráfico de animais silvestres
Maranhão é rota de tráfico de animais silvestres

De acordo com dados do Ibama, os Estados brasileiros onde ocorre a maior parte das capturas de animais são: Maranhão, Bahia, Ceará, Piauí e Mato Grosso. Já os Estados com o maior mercado consumidor são: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2009, a Operação Oxóssi desarticulou uma organização criminosa internacional de tráfico de animais silvestres. Na ocasião, duas pessoas foram presas no Maranhão, e responderam por crime ambiental, receptação, contrabando e formação de quadrilha. Os homens eram responsáveis pela venda de animais silvestres no exterior e para o comércio em feiras do Rio de Janeiro.

Extração ilegal de madeira também na mira da Polícia Federal

Entre 17 e 23 de novembro, a Polícia Federal realizou, no Maranhão. a operação de selva Curupira do Norte para combater a extração ilegal de madeira na Reserva Biológica do Gurupi e na Terra Indígena do Caru, região de Açailândia e Bom Jardim. Nove policiais federais, em parceria com a Polícia Militar e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participaram da operação.

Polícia Federal combate ainda extração ilegal de madeira no Maranhão
Polícia Federal combate ainda extração ilegal de madeira no Maranhão

Na operação, quatro caminhões, um trator e um jipe usados no transporte da madeira ilegal foram apreendidos e destruídos. Uma serraria clandestina foi desativada. A Reserva Biológica do Gurupi protege uma das últimas porções da Amazônia em território maranhense.

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