quarta-feira, outubro 18, 2017
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Inadimplência atinge 60 milhões

Inadimplência atinge 60 milhões de brasileiros e bate recorde; 80% dos devedores ganham até dois salários mínimos (Foto: Divulgação)

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pela Serasa Experian revela que, em março de 2016, a inadimplência alcançou 60 milhões de brasileiros (sendo 41% da população com mais de 18 anos do Brasil), totalizando R$ 256 bilhões em dívidas em atraso. Na série histórica da Serasa Experian, é a maior marca desde 2012.

A pesquisa mostra a inadimplência afeta aqueles com menos renda: 77,2% dos inadimplentes ganham até dois salários mínimos; 40% dos 60 milhões de inadimplentes recebem entre um e dois salários mínimos e 37,2% vivem com menos de R$ 880.

Veja a evolução dos inadimplentes por trimestre:

Agosto/2015 (56,4 milhões)Dezembro/2015 (57,9 milhões)Março/2016 (60 milhões)
Renda média acima de R$ 8,8 mil – 3,1 milhões
Renda média entre R$ 4,4 mil e R$ 8,8 mil – 2,82 milhões
Renda média entre R$ 1,76 mil e R$ 4,4 mil – 6,71 milhões
Renda média entre R$ 880 e R$ 1.760 – 23,18 milhões
Renda média abaixo de R$ 880 – 20,59 milhões
Renda média acima de R$ 8,8 mil – 3,24 milhõe
Renda média entre R$ 4,4 mil e R$ 8,8 mil – 2,9 milhões
Renda média entre R$ 1,76 mil e R$ 4,4 mil – 6,83 milhões
Renda média entre R$ 880 e R$ 1.760 – 23,57 milhões
Renda média abaixo de R$ 880 – 21,42 milhões
Renda média acima de R$ 8,8 mil – 3,3 milhões
Renda média entre R$ 4,4 mil e R$ 8,8 mil – 2,94 milhões
Renda média entre R$ 1,76 mil e R$ 4,4 mil – 7,02 milhões
Renda média entre R$ 880 e R$ 1.760 – 24,24 milhões
Renda média abaixo de R$ 880 – 22,56 milhões

Somente no primeiro trimestre de 2016, mais de dois milhões de devedores entraram na lista.

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Historicamente, a inadimplência tende a crescer mais no primeiro trimestre, pela concentração de despesas e gastos adicionais nessa época. Mas, neste levantamento, referente aos três primeiros meses de 2016, os números surpreenderam: em um trimestre, mais de dois milhões de novos nomes na lista de inadimplentes. Os mais afetados são as pessoas que praticamente vivem daquilo que recebem, não conseguem realizar nenhum tipo de reserva ou poupança financeira. E, quando perdem o emprego, quando são atingidas pela inflação, são as que mais sofrem com os problemas de inadimplência
Luiz Rabi, economista da Serasa Experian

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br