sexta-feira, outubro 20, 2017
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Contra invasores, índios usam tecnologia

Lunae Parracho / Greenpeace

Com informações do Greenpeace

Em agosto de 2015, ativistas do Greenpeace trabalharam com 12 lideranças Ka’apor, moradores da terra indígena Alto Turiaçu, no norte do Maranhão, para começar a integrar o uso de tecnologia às atividades autônomas de monitoramento e proteção do seu território tradicional. Entre as ferramentas sugeridas e adotadas na ação pelas lideranças Ka’apor estão mapas, armadilhas fotográficas e rastreadores via satélite.

Lunae Parracho / Greenpeace
Armadilhas usam sensores de movimento e temperatura

Ativadas por sensores de movimento e temperatura, as armadilhas fotográficas têm o intuito de registrar atividade madeireira dentro da terra indígena, como a entrada e saída de caminhões, o que vai permitir rotas de origem e destino dos veículos que transportam a madeira obtida ilegalmente da área.

Lunae Parracho / Greenpeace
Terra indígena sofre com invasões de madeireiros e caçadores

Uma das últimas extensões remanescentes de Floresta Amazônica no Maranhão, a terra indígena Alto Turiaçu sofre com invasões de madeireiros e caçadores: até 2014, 8% (quase 41 mil hectares) da terra indígena foram desmatados. De acordo com dados do Sistema de Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 2007 e 2013, 5.733 hectares de floresta foram degradados pela exploração ilegal de madeira na região.

A gente faz essas ações porque a nossa realidade é a floresta. É na floresta que está a nossa vida. Sem a floresta, nós não somos os Ka’apor. ‘Ka’apor’ significa ‘moradores da floresta’ e por isso nós estamos defendendo ela Miraté Ka’apor,  liderança indígena

O que atrai os  madeireiros são as espécies nobres de madeira, como o ipê, cujo metro cúbico processado e exportado pode atingir o valor de até € 1,3 mil euros – pouco mais de R$ 5,7 mil.

Essas tecnologias aprimoram as atividades autônomas de vigilância e proteção territorial dos Ka’apor e conferem tanto aos índios quanto às autoridades a oportunidade de dar um basta na violência instaurada pelos madeireiros na região. Se com recursos humanos próprios e apoio tecnológico os Ka’apor conseguem fazer a fiscalização e proteção de seu território, por que o Estado não é capaz de fazer o mesmo? Marina Lacorte, da campanha da ‘Amazônia do Greenpeace’

Fotos: Lunae Parracho / Greenpeace

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Maurício Araya
Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo
http://www.mauricioaraya.com.br