Software livre ajuda no combate à espionagem

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Denúncias sobre espionagem reacenderam a discussão sobre privacidade na web e proteção dos dados do Estado brasileiro. Para combater essas ameaças, umas das tecnologias criadas e implementadas pelo governo federal foi o correio eletrônico ExpressoBR, desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Em operação desde o segundo semestre de 2007, a ferramenta é uma completa solução de comunicação que reúne diversos serviços, construída em software livre e com baixo custo.

Além das funcionalidades – como correio eletrônico corporativo, com suporte a compartilhamento de pastas entre usuários; agenda pessoal e corporativa, com suporte a compartilhamento de calendários entre usuários; catálogo de endereços pessoal e corporativo; mensagens instantâneas; boletins internos; e acesso móvel –, o ExpressoBR possibilita a incorporação de certificação digital e criptografia para a transmissão de mensagens, tornando o conteúdo indecifrável para quem não está autorizado a acessá-lo. Atualmente, há cerca de 60 mil contas de e-mail do ExpressoBR. A Presidência da República, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o Ministério do Planejamento, a Controladoria Geral da União (CGU), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já utilizam o ExpressoBR.

A confiabilidade do serviço e a segurança que ele proporciona é o motivo de uma aproximação do governo do Maranhão e o Serpro, que assinam um termo de intenção para cooperação na área. A parceria entre as duas esferas é em múltiplas frentes, já que a empresa federal desenvolve outros sistemas, entre eles: a declaração do Imposto de Renda para celulares e via internet (Receitanet); o sistema de execução orçamentária e financeira; sistemas para gerenciamento de documentos como o passaporte brasileiro e Carteira Nacional de Habilitação (CNH); sistemas para o comércio exterior; pregão eletrônico; e softwares de gestão escolar e hospitalar.


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Inclusão
Outra linha de parceria é a busca por soluções para redução da exclusão digital no Maranhão, alvo de um das propostas de governo da atual gestão: trata-se da criação de um Cinturão Digital no Estado. É que no Maranhão, 80,4% dos lares não possuem acesso à internet e em 79,1% não há computadores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em Brasília, a empresa é operadora da Infovia, infraestrutura de rede ótica de comunicações que atende a diferentes órgãos e permite a redução dos custos de comunicação. No Maranhão, a iniciativa poderia levar essa infraestrutura aos locais que ainda não contam com o serviço. Além disso, o Programa Serpro de Inclusão Digital difunde a cultura digital por meio de mais 500 telecentros comunitários no Brasil e exterior. No Maranhão, são três: um na cidade de Fortaleza dos Nogueiras e dois em Grajaú.


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Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo

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